Nei Lopes traduz conceitos dos direitos humanos para a linguagem cotidiana

Fabiane Pereira
11:19 01.08.2025
Autor

Fabiane Pereira

Jornalista e radialista
Arte e cultura

Nei Lopes traduz conceitos dos direitos humanos para a linguagem cotidiana

Um dos principais intelectuais brasileiros em atividade, além de autor, compositor e cantor, Nei “traduz” quase 500 verbetes para a fala popular, esclarecendo conceitos e práticas ligadas aos direitos humanos

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- 01.08.2025 - 11:19
Nei Lopes traduz conceitos dos direitos humanos para a linguagem cotidiana
Nei Lopes. Foto: Jefferson Mello.

Nei Lopes é uma unanimidade. Doutor honoris causa por quatro prestigiosas universidades (UFRJ, UERJ, UFRRJ e UFRGS), autor de mais de quarenta livros, incluindo ficção e poesia, ele também assina obras de referência, como Enciclopédia brasileira da diáspora africana (Selo Negro) e Novo dicionário banto do Brasil (Pallas). Na música popular, sobretudo no samba, é compositor premiado, com parcerias renomadas e obras interpretadas por grandes artistas. Uma figura essencial para o pensamento brasileiro.

Em Dicionário de direitos humanos e afins (Ed. Civilização Brasileira), Nei Lopes oferece ferramentas para ampliar a leitura de mundo de pesquisadores, ativistas, educadores e estudantes. Mais do que palavras impressas no papel, os significados listados no livro têm implicações na vida prática.

A obra reúne quase 500 verbetes que explicam, em linguagem acessível, termos relacionados a esse vasto campo teórico e de práxis que assegura a dignidade a todas as pessoas, principalmente àquelas pertencentes a grupos não hegemônicos. E faz isso apresentando com a mesma clareza e profundidade tanto conceitos populares, como “periferia”, “discurso de ódio” e “samba”, quanto os que circulam mais restritamente, como “decolonialidade”, “Estado democrático de direito” e “lugar de fala”.

Capa do livro. Foto: Divulgação.

Como Carlos Alberto Medeiros afirma em seu prefácio, este Dicionário de direitos humanos e afins “poderia ser descrito como manual antirreacionarismo, capaz de transmitir os princípios básicos a serem defendidos por todos aqueles que valorizam a convivência harmônica e o apoio mútuo entre os seres humanos”.

Com obras que vão da música à literatura, Nei Lopes se consagra como um dos intelectuais mais prolíficos e multifacetados do país. Seu mais novo livro desmitifica conceitos e expressões que antes ficavam restritos à esfera acadêmica. Dessa forma, além da obra ser uma rica fonte de estudo, o autor traz, para as massas, a clareza no que diz respeito a defesa dos direitos da cidadania de todo o povo brasileiro.

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Nei Lopes (Rio de Janeiro, 1942) é bacharel em Direito e Ciências Sociais pela UFRJ e doutor honoris causa por quatro prestigiosas universidades: UFRJ, UERJ, UFRRJ e UFRGS. Autor de mais de quarenta livros, incluindo ficção e poesia, assina também diversas obras de referência, como Enciclopédia brasileira da diáspora africana (Selo Negro) e Novo dicionário banto do Brasil (Pallas). Na música popular, sobretudo no samba, é compositor premiado, com parcerias renomadas e obras interpretadas por grandes artistas, como Alcione, Candeia, Clara Nunes, Dona Ivone Lara e Zeca Pagodinho. Recebeu a prestigiosa medalha da Ordem do Rio Branco pela importância de sua obra sobre cultura africana e afro-diaspórica. Pela Editora Civilização Brasileira, publicou Dicionário da história social do samba, vencedor do Prêmio Jabuti de Livro do Ano de Não Ficção, e Filosofias africanas: uma introdução (ambos em parceria com Luiz Antonio Simas), além de Dicionário da antiguidade africana.

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