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Equipe de “Ainda Estou Aqui” vai a Los Angeles para acompanhar Oscar
Equipe de “Ainda Estou Aqui” vai a Los Angeles para acompanhar Oscar
A atriz Valentina Herszage, que interpreta Vera Paiva, revelou bastidores do filme em entrevista exclusiva à Novabrasil
A atriz Valentina Herszage, que interpreta Vera Paiva no longa de Walter Salles, revelou ao Jornalismo da Novabrasil, com exclusividade, que parte da equipe e do elenco de “Ainda Estou Aqui”, que não terão entrada na cerimônia, decidiram ir a Los Angeles para acompanhar o maior prêmio do cinema mundial, o Oscar 2025:
“Estou indo para Los Angeles, eu não vou à cerimônia, mas eu e Luiza Kosovski [ que interpretou Eliana Paiva ] decidimos ir, tem uma galera da equipe que vai também. Vamos assistir [ a cerimônia ] de algum lugar por lá e a nossa ideia é no dia seguinte poder encontrar com Nanda, a equipe e poder comemorar”.

O longa-metragem continua levando multidões aos cinemas do Brasil e do mundo, e amplificando a história do drama brasileiro durante a Ditadura Militar. O filme, 100% nacional, foi indicado a três categorias, incluindo o de melhor longa internacional, melhor atriz [ Fernanda Torres ] e, de forma inédita, melhor filme.
A obra retrata as angústias da família Paiva após a prisão, tortura e assassinato de Rubens Paiva. O deputado pelo Partido Trabalhista Brasileiro, depois cassado, prestava ajuda a exilados e foi vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou as ligações do Instituto Brasileiro de Ação Democrática (Ibad) com a CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, para perseguir opositores.
Além disso, Rubens Paiva também defendia políticas progressistas e de inclusão das classes mais baixas, com as Reformas de Base, o que incomodava os militares. Contudo, ele nunca participou da luta armada.
“Eu amo falar desse filme”
A atriz, carioca de 26 anos, completa, em 2025, 10 anos de cinema. E falar de Ainda Estou Aqui, para ela, é nostalgia:
“Eu amo falar desse filme, eu amo falar do processo desse filme. Foi um processo muito feliz, sabe? Então, acho que eu entro num lugar meio nostálgica”, contou ao citar o filme “Polacas”, que estreou no dia 24 de dezembro de 2024 nos cinemas do país.
Além disso, a atriz passou o aniversário na Inglaterra em meio às gravações das cenas que retratavam o país nos anos 1970:
“Eu passei meu aniversário filmando em Londres, com Walter Sales, foi um sonho. Esse foi um momento muito especial. A gente foi para lá e aí tinha toda uma produção, foi o máximo. Tinha um ônibus e carros e figuração, a gente construindo aquele microcosmo, aquele microuniverso, e logo depois a gente começou as filmagens com a família toda”.
De antemão, a artista dedicou ao pai e à mãe seu contato com a 7ª arte. “Eu fui apresentada a esses filmes em casa e eu tenho muito orgulho do cinema nacional. Eu estou muito feliz com esse momento. Acho que a gente tem muita coisa boa para apresentar para o mundo”, afirmou.
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Cinema brasileiro
Valentina também ressaltou o alcance que o audiovisual, assim como o jornalismo, tem para “levantar e debater questões” [ da sociedade ].
Ela contou: “Quando fui assistir ao filme, tinha do meu lado um grupo de adolescentes de 15 16 anos e na minha frente pessoas mais velhas que muitas talvez até tenham vivido esse período [ a Ditadura ] então eu olhei em volta eu falei nossa Isso realmente é um um fenômeno”.
A artista também relembrou “que o cinema é um dos maiores e veículos para fazer para fazer esse tipo de união [ entre gerações ], porque, de forma lúdica
ou de forma sutil, ele te convida a entrar dentro dessas realidades”.
E por falar em cinema, não dá para não dizer do papel de Fernanda Torres:
“Fernanda Torres é espetacular. Todos nós acompanhamos ela a vida inteira, assistindo a todos os trabalhos dela, lendo os livros dela. Quando eu vejo ela nesse lugar, conquistando esses prêmios, é muita emoção, muito amor que sinto por ela”, declarou.

Por fim, Valentina Herszage contou que gosta muito de conhecer cinemas novos, além de dos diretores coreanos, japoneses e poloneses. E afirmou que o Brasil tem uma cinematografia muito especial. “Eu cresci seguindo o cinema brasileiro. Um dos meus filmes preferidos é O Céu de Suely, O Som Ao Redor, o próprio Terra Estrangeira, também de Walter Salles”.
Confira a entrevista durante o Jornal Nova Manhã:


