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Dor nas pernas ao caminhar pode indicar problema circulatório grave
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Dor nas pernas ao caminhar pode indicar problema circulatório grave
Doença arterial periférica reduz o fluxo de sangue e está ligada ao risco de infarto e AVC

A dor nas pernas durante a caminhada, que melhora após alguns minutos de descanso, costuma ser ignorada ou atribuída ao cansaço. No entanto, esse sintoma pode ser um sinal importante da doença arterial periférica (DAP), uma condição que compromete a circulação e pode ter consequências graves.
Segundo a cirurgiã vascular Dra. Andréa Klepacz, o problema merece atenção. “Muitas pessoas normalizam essa dor, mas ela pode indicar uma redução significativa do fluxo sanguíneo nas pernas”, explica.
A doença arterial periférica ocorre quando há acúmulo de placas de gordura nas artérias, processo conhecido como aterosclerose. É o mesmo mecanismo por trás do infarto e do AVC, mas que, nesse caso, afeta principalmente os membros inferiores.
Entre os principais fatores de risco estão tabagismo, diabetes, hipertensão, colesterol elevado, sedentarismo e envelhecimento. Pessoas com histórico de doenças cardiovasculares também apresentam maior probabilidade de desenvolver a condição.
Sintomas começam discretos, mas podem evoluir
O sinal mais comum da DAP é a chamada claudicação intermitente – dor, queimação ou câimbras nas pernas durante o esforço, que desaparecem com o repouso. A intensidade varia e pode surgir após poucos metros ou apenas em caminhadas mais longas.
Com a progressão da doença, os sintomas se tornam mais evidentes. “Pés frios, mudança na cor da pele, queda de pelos e feridas que não cicatrizam são sinais de alerta”, destaca a especialista.
Em fases mais avançadas, a dor pode aparecer mesmo em repouso, indicando comprometimento grave da circulação. Nesses casos, o risco de complicações, como infecções e até amputações, aumenta significativamente.
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Diagnóstico precoce pode evitar complicações
A identificação da doença é feita por meio de avaliação clínica e exames específicos, como o índice tornozelo-braquial e o ultrassom Doppler, que analisam o fluxo sanguíneo nas artérias.
Quando diagnosticada precocemente, a DAP pode ser controlada com mudanças no estilo de vida. Parar de fumar, controlar a pressão arterial, o colesterol e a glicemia, além de praticar exercícios físicos supervisionados, são medidas fundamentais.
Em alguns casos, o uso de medicamentos é indicado para melhorar a circulação ou reduzir o risco cardiovascular. Já procedimentos mais invasivos, como intervenções endovasculares ou cirurgias, são reservados para situações mais avançadas.
A especialista faz um alerta: “A doença arterial periférica não afeta apenas as pernas, ela sinaliza um risco aumentado para o coração e o cérebro”. Por isso, qualquer dor ao caminhar deve ser investigada. O diagnóstico precoce pode preservar a mobilidade e evitar desfechos graves.
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