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Alzheimer: reconhecer os primeiros sinais pode mudar o curso da doença
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Alzheimer: reconhecer os primeiros sinais pode mudar o curso da doença
Neurologista alerta que identificar precocemente os sintomas é essencial para preservar a autonomia e a qualidade de vida do paciente
Pequenos esquecimentos fazem parte do envelhecimento, mas quando se tornam frequentes, progressivos e passam a interferir nas atividades diárias, podem sinalizar o início do Alzheimer.
O neurologista Wyllians Vendramini Borelli, do Hospital Moinhos de Vento, explica que o diagnóstico precoce é fundamental para retardar a evolução da doença e manter a qualidade de vida. “Detectar os sinais iniciais permite planejar o cuidado de forma mais eficaz e preservar a autonomia do paciente por mais tempo”, afirma.
Primeiros sinais vão além da memória
Os sintomas iniciais do Alzheimer geralmente envolvem lapsos sutis na memória de curto prazo, especialmente na capacidade de reter novas informações. Entre os sinais mais comuns estão o esquecimento de eventos recentes, a repetição de perguntas, a dificuldade em seguir conversas e o esquecimento de compromissos. “Esses déficits cognitivos afetam a atenção e a organização mental, e tendem a evoluir de forma lenta, mas contínua”, explica Borelli.
Além dos sintomas de memória, o Alzheimer pode causar mudanças emocionais e comportamentais. Irritabilidade, apatia, desconfiança e alterações de humor são frequentes, e muitas vezes notadas primeiro por familiares. A perda de iniciativa e o isolamento social também merecem atenção.
Diagnóstico clínico e acompanhamento especializado
O diagnóstico do Alzheimer é essencialmente clínico e deve ser conduzido por um especialista. O neurologista destaca que a avaliação inclui entrevista com o paciente e familiares, testes neuropsicológicos e exames laboratoriais para descartar outras causas, como distúrbios hormonais ou carência de vitaminas. “Em alguns casos, exames de imagem como a ressonância magnética ajudam a confirmar o diagnóstico e descartar outras demências”, explica.
A identificação precoce também é importante para diferenciar o Alzheimer de condições como demência vascular e demência por corpos de Lewy, que exigem abordagens distintas de tratamento.
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Tratamento e qualidade de vida
Embora não exista cura, o acompanhamento multidisciplinar e o início precoce de terapias medicamentosas e não medicamentosas podem retardar a progressão da doença. “O diagnóstico oportuno permite planejar melhor o suporte familiar e psicossocial, reduzir riscos e preservar a função cognitiva por mais tempo”, afirma Borelli.
Idade avançada, histórico familiar, obesidade, diabetes, tabagismo e doenças cardiovasculares estão entre os fatores de risco associados. Diante de qualquer alteração de memória, linguagem ou comportamento, o médico recomenda procurar avaliação neurológica. “Quanto antes o paciente for avaliado, maiores são as chances de intervir de forma efetiva e garantir qualidade de vida”, conclui.
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