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Relações frágeis e mente exausta: como o ‘amor líquido’ afeta a saúde mental
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Relações frágeis e mente exausta: como o ‘amor líquido’ afeta a saúde mental
Psicóloga alerta para os impactos da superficialidade dos vínculos modernos e dá dicas para cultivar conexões mais saudáveis e duradouras
Vivemos em uma era em que tudo muda rapidamente – o trabalho, as amizades e até o amor. Para a psicóloga Erika Damaso Ricci, essa fluidez nas relações humanas, descrita por Zygmunt Bauman como “modernidade líquida”, tem reflexos diretos sobre o bem-estar emocional. “Os vínculos tornaram-se mais frágeis e descartáveis. As pessoas se conectam com facilidade, mas também se desconectam sem explicação”, observa.
O amor líquido e o esgotamento emocional
Na lógica do chamado “amor líquido”, as relações escorrem pelas mãos – tudo é instantâneo e efêmero. Conexões superficiais e a busca incessante por validação nas redes sociais podem gerar ansiedade, solidão e medo do abandono. “Muitos vivem tentando ser aceitos o tempo todo, com receio de serem deixados para trás. Isso desgasta a mente e mina a autoestima”, explica Erika.
Segundo a especialista, sintomas comuns desse cenário incluem dificuldade em confiar nas pessoas, medo de se apegar ou ser rejeitado, sensação de solidão mesmo acompanhado e necessidade constante de aprovação externa.
O valor do amor sólido
Bauman também propõe o conceito de “amor sólido” – aquele que resiste ao tempo e aceita a vulnerabilidade. Relações assim trazem segurança, confiança e estabilidade emocional. “O amor sólido não é sobre perfeição, mas sobre acolhimento e reciprocidade. Ele ensina a lidar com as frustrações e fortalece o senso de pertencimento”, destaca a psicóloga.
Manter vínculos estáveis, afirma, é fundamental para a saúde mental. Eles oferecem apoio, reforçam a autoestima e permitem que o indivíduo seja autêntico, sem medo de julgamentos.
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Como cultivar vínculos mais saudáveis
Mesmo em um mundo acelerado, é possível construir relações mais verdadeiras. Erika recomenda atitudes simples, como valorizar quem está presente de fato, viver o momento, praticar o autoconhecimento e aprender a conversar com empatia. “Terapia não é sinal de fraqueza – é um ato de coragem e autocuidado”, reforça.
Para ela, a reflexão diária é essencial: “Cada novo dia é uma oportunidade de mudar ou continuar onde está. O importante é reconhecer o próprio merecimento e assumir responsabilidade pelas escolhas de hoje e do futuro.”
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