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Ansiedade infantil: saiba quando procurar ajuda e como apoiar seu filho
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Ansiedade infantil: saiba quando procurar ajuda e como apoiar seu filho
Ansiedade infantil: saiba quando procurar ajuda e como apoiar seu filho
É comum que as crianças sintam medo, preocupação e insegurança em situações novas, como o primeiro dia de aula ou dormir longe dos pais. Porém, quando essas emoções passam a ser intensas, duradouras e atrapalham a rotina, podem indicar um transtorno de ansiedade — condição que merece atenção redobrada.
“Sentir medo é natural ao desenvolvimento infantil, mas precisamos estar alertas quando o sofrimento persiste e impede os pequenos de participar das atividades do cotidiano”, orienta Alessandro Danesi, médico pediatra.
Como identificar o transtorno de ansiedade na infância
Diferente do medo habitual, o transtorno de ansiedade faz com que a criança reaja de modo desproporcional a situações simples, como ir à escola ou conversar com desconhecidos. Muitas vezes, os sintomas permanecem mesmo após receber apoio e segurança. Segundo o Dr. Danesi, “os transtornos de ansiedade são os problemas psiquiátricos mais comuns na infância e adolescência, podendo afetar de 7% a 12% das crianças”.
Entre os tipos mais frequentes de ansiedade infantil, estão:
- Ansiedade de separação
- Fobia social
- Transtorno de ansiedade generalizada
- Transtorno do pânico
- Fobias específicas
- Agorafobia
- Mutismo seletivo
Sintomas de alerta e impacto na rotina
Para não confundir o problema com timidez ou desobediência, é importante observar alguns sinais:
- Medo intenso de ficar longe dos pais ou recusa a atividades cotidianas
- Preocupações excessivas e persistentes
- Dificuldade para dormir
- Irritabilidade e crises de choro
- Queixas físicas como dor de barriga, dor de cabeça, sudorese, tremores, taquicardia e falta de ar
- Recusa escolar ou retraimento social
Esses sintomas variam de acordo com a idade e o tipo de transtorno, mas costumam prejudicar o desempenho escolar, as amizades e a autoestima. “Ignorar os sinais significa perder a chance de oferecer ferramentas para lidar com as emoções e desenvolver autonomia”, alerta Danesi.

Família, escola e a busca por ajuda especializada
Pais e educadores ocupam posição fundamental na detecção e acolhimento de crianças ansiosas. “A escola pode colaborar oferecendo um ambiente seguro e mantendo diálogo constante com as famílias”, explica o especialista. Já em casa, o ideal é escutar sem julgamentos e reconhecer o sofrimento do filho, buscando apoio profissional quando necessário.
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O pediatra recomenda procurar um psicólogo infantil se os sintomas persistirem por mais de quatro semanas e comprometerem a rotina. Em casos mais complexos, pode ser preciso o acompanhamento conjunto com um psiquiatra infantil para investigar o diagnóstico e avaliar a indicação de medicação, sempre com acompanhamento rigoroso. “A avaliação envolve conversar com a criança e os responsáveis, além de instrumentos padronizados e informações dos professores”, detalha Danesi.
Atenção pode fazer toda a diferença
O diagnóstico precoce somado ao suporte familiar e a intervenções como a terapia cognitivo-comportamental são essenciais para fortalecer a saúde mental infantil. De acordo com Danesi, “atenção e cuidado podem mudar tudo. O importante é não menosprezar os sinais e garantir o acompanhamento adequado para que a criança cresça mais segura e saudável”.
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