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Menopausa e insônia: por que tantas mulheres passam a dormir mal nessa fase da vida
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Menopausa e insônia: por que tantas mulheres passam a dormir mal nessa fase da vida
Ondas de calor, alterações hormonais e emocionais estão entre os principais fatores que comprometem o sono durante o climatério
Dormir bem torna-se um desafio comum para mulheres que atravessam a menopausa. A insônia, que pode se manifestar como dificuldade para pegar no sono ou como despertares no meio da madrugada, é uma das queixas mais frequentes dessa fase. Segundo o endocrinologista Maurício Yagui Hirata, as alterações hormonais do climatério afetam diretamente os mecanismos que regulam o descanso noturno.
O papel dos hormônios no ciclo do sono
A queda dos níveis de estrogênio e progesterona — hormônios que atuam no equilíbrio neurofisiológico — interfere diretamente na qualidade do sono. “A redução do estrogênio favorece as ondas de calor e a sudorese noturna, que prejudicam o sono profundo. Já a progesterona, que tem efeito ansiolítico natural, quando reduzida, pode desencadear ansiedade, estresse e até depressão”, explica o médico.
Além disso, há indícios de que o estrogênio atua em conjunto com a melatonina, o hormônio responsável pela indução do sono. Por isso, a reposição hormonal, quando bem indicada, pode ajudar a restaurar o equilíbrio necessário para noites mais tranquilas.
Quando a insônia traz riscos à saúde
O sono interrompido não afeta apenas o bem-estar imediato. A longo prazo, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, perda de memória, arritmias, AVC e até Alzheimer. “O despertar precoce pode estar relacionado a estresse crônico, obesidade, apneia do sono e maus hábitos noturnos, fatores que se intensificam na menopausa”, alerta Hirata.

Higiene do sono ainda é a melhor estratégia
Embora muitos tratamentos incluam o uso de indutores do sono, benzodiazepínicos ou antidepressivos, esses medicamentos oferecem apenas alívio temporário e podem causar dependência. “A abordagem mais eficaz continua sendo a adoção de uma boa higiene do sono, aliada a uma avaliação individualizada de cada mulher”, afirma o endocrinologista.
Entre as principais recomendações para melhorar o sono, estão:
• manter o quarto escuro, silencioso e bem ventilado
• evitar telas e luz intensa duas horas antes de dormir
• usar a cama apenas para dormir ou ter relações sexuais
Veja também:
• não fazer atividade física perto da hora de dormir
• reduzir cafeína e outros estimulantes após o meio-dia
• praticar meditação ou técnicas de respiração
Caso os sintomas se agravem ou prejudiquem a qualidade de vida, é essencial buscar ajuda médica. “O climatério é uma fase de transição complexa, que exige uma abordagem que considere o contexto hormonal, emocional e metabólico de cada paciente”, conclui o médico.
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