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Dor de cabeça persistente pode esconder problemas graves, alertam neurocirurgiões
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Dor de cabeça persistente pode esconder problemas graves, alertam neurocirurgiões
Sintomas como alterações visuais, confusão mental e padrão diferente de dor exigem avaliação especializada para prevenir complicações
A dor de cabeça é uma das queixas médicas mais comuns no mundo. Em grande parte dos casos, está relacionada ao estresse, tensão ou até a mudanças climáticas. Mas alguns sinais de alerta podem indicar doenças neurológicas graves e exigem investigação imediata por um especialista — inclusive um neurocirurgião.
“A maior parte das cefaleias é benigna, como a enxaqueca ou a cefaleia tensional. Mas quando o paciente relata, por exemplo, ‘a pior dor de cabeça da vida’, ou uma dor súbita e muito intensa, isso pode indicar algo sério, como uma hemorragia cerebral ou ruptura de aneurisma”, explica o neurocirurgião Cesar Cimonari de Almeida, membro da Brazil Health.
Quando é hora de investigar melhor
Segundo o especialista, algumas situações merecem atenção especial:
- dor de cabeça após traumatismo craniano
- febre alta, rigidez no pescoço ou confusão mental
- alterações visuais (visão dupla ou perda de campo visual)
- dor que piora progressivamente, principalmente pela manhã
- sintomas neurológicos associados, como fraqueza, dificuldade para falar ou mudanças de comportamento
Mudanças no padrão da dor também são motivo de investigação: “Se uma dor antes leve e esporádica se torna constante, intensa ou diferente, pode haver uma causa subjacente importante”, afirma o médico.
Avanços no diagnóstico e tratamento
A medicina evoluiu muito no diagnóstico das cefaleias secundárias. Exames como tomografia computadorizada, ressonância magnética funcional, tractografia e angiografia por RM ajudam a identificar tumores, aneurismas e alterações na circulação cerebral com mais precisão e menor invasividade.
Em casos que exigem intervenção, a neurocirurgia moderna permite abordagens cada vez menos invasivas. Cirurgias endoscópicas, radiocirurgias e cateterismos substituem técnicas antigas mais agressivas. “Hoje, é possível tratar muitos casos sem abrir o crânio, inclusive tumores da hipófise que são operados pelo nariz”, explica o Dr. Cesar.
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Outra evolução está nos sistemas de derivação para tratar hidrocefalia ou hipertensão intracraniana, que agora contam com válvulas ajustáveis externamente, evitando novas cirurgias.

Nem sempre é caso de operar — mas sempre é caso de ouvir
Buscar um neurocirurgião não significa que uma cirurgia será indicada. Em muitos casos, o objetivo é justamente afastar causas graves e orientar o melhor tratamento clínico. “O diagnóstico precoce amplia as opções de tratamento e melhora a qualidade de vida do paciente. Ignorar os sintomas ou buscar ajuda tardiamente pode transformar um quadro simples em algo complexo”, alerta o especialista.
A recomendação é clara: se a dor de cabeça for persistente, diferente do habitual ou vier acompanhada de outros sintomas neurológicos, vale procurar uma avaliação especializada. Afinal, em muitos casos, investigar cedo pode significar salvar vidas.
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