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Enxaqueca crônica: tratamento moderno combina medicamentos inovadores, neuromodulação e mudanças de estilo de vida
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Enxaqueca crônica: tratamento moderno combina medicamentos inovadores, neuromodulação e mudanças de estilo de vida
Anticorpos monoclonais, Gepants e neuromodulação oferecem novas opções para pacientes com enxaqueca crônica, condição que atinge 15% dos brasileiros
A enxaqueca crônica é uma doença neurológica debilitante que afeta milhões de brasileiros, especialmente mulheres em idade produtiva. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15% da população do país convive com a condição, que impacta diretamente o bem-estar, a saúde mental e a produtividade. Apesar disso, ainda há muitos casos sem diagnóstico adequado ou com tratamentos inadequados — como o uso abusivo de analgésicos.
CGRP: o alvo da nova geração de medicamentos
A grande inovação no tratamento da enxaqueca crônica nos últimos anos veio com os medicamentos que atuam sobre o CGRP (peptídeo relacionado ao gene da calcitonina), substância envolvida no mecanismo da dor. Os chamados anticorpos monoclonais (erenumabe, galcanezumabe e fremanezumabe) bloqueiam esse peptídeo ou seu receptor, prevenindo as crises com menos efeitos colaterais. Aplicados por via subcutânea, esses medicamentos representam um avanço importante para quem sofre com múltiplos episódios por mês.
Além deles, os Gepants — nova classe de medicamentos orais — também atuam sobre o CGRP e têm aplicação tanto na prevenção quanto no alívio agudo das crises. Outras abordagens incluem o uso de toxina botulínica terapêutica em pontos específicos da cabeça e pescoço, indicada em casos resistentes.
Neuromodulação e terapias integradas
Para pacientes com enxaqueca refratária ou intolerância a medicamentos, a neuromodulação não invasiva surge como alternativa promissora. Técnicas como a estimulação elétrica transcutânea e a estimulação magnética transcraniana ajudam a modular a atividade cerebral e reduzir a frequência das crises. Em casos extremos, pode-se recorrer a neuromodulação invasiva ou até cirurgias de descompressão nervosa.
Mas o tratamento da enxaqueca vai além dos medicamentos. É essencial identificar e controlar gatilhos — como estresse, privação de sono, jejum prolongado, consumo de certos alimentos ou bebidas alcoólicas. Atividade física regular, higiene do sono e acompanhamento psicológico também fazem parte da abordagem terapêutica.
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Diagnóstico precoce e acompanhamento são fundamentais
“O maior erro é tratar a enxaqueca como uma simples dor de cabeça. Ela é uma doença neurológica complexa, com base genética e forte influência do ambiente. O uso crônico de analgésicos pode piorar o quadro. O ideal é procurar um neurologista e iniciar um tratamento preventivo adequado”, afirma o neurologista Dr. Lauro Sideratos.
O avanço dos tratamentos e o aumento da conscientização permitem hoje uma abordagem mais eficaz, personalizada e menos invasiva para quem convive com enxaqueca. Com diagnóstico correto, orientação médica e mudanças no estilo de vida, é possível controlar a doença e melhorar a qualidade de vida.
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