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Alerta feminino: consumo de álcool cresce entre mulheres e eleva risco de câncer de mama
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Alerta feminino: consumo de álcool cresce entre mulheres e eleva risco de câncer de mama
Comportamento de risco dobrou em 17 anos no Brasil, e estudos mostram que até mesmo uma taça diária já aumenta as chances de desenvolver a doença
O consumo de bebidas alcoólicas entre mulheres brasileiras tem crescido de forma preocupante nas últimas décadas. Dados indicam que o percentual de mulheres com comportamento de risco relacionado ao álcool subiu de 7,7% em 2006 para 15,2% em 2023. O aumento se intensificou durante a pandemia, quando o estresse e o isolamento agravaram a busca por alívio emocional.
“É preciso desmistificar a ideia de que o álcool, quando consumido com moderação, não traz prejuízos. Para as mulheres, os riscos são maiores e mais silenciosos”, afirma o endocrinologista Dr. Filippo Pedrinola, head nacional de Endocrinologia da Brazil Health.
Por que o álcool afeta mais as mulheres
Fatores fisiológicos e hormonais fazem com que o álcool seja mais nocivo ao organismo feminino. Entre os principais motivos:
• maior proporção de gordura corporal e menor volume de água, o que aumenta a concentração de álcool no sangue
• menor quantidade da enzima álcool desidrogenase, que metaboliza o etanol
• variações hormonais ao longo do ciclo menstrual, que intensificam os efeitos da bebida
Essas diferenças fazem com que até pequenas doses de álcool causem maior impacto metabólico, hepático e neurológico nas mulheres.
Risco de câncer de mama mesmo com consumo leve
A Organização Mundial da Saúde é categórica: não existe dose segura de álcool quando se trata da prevenção do câncer de mama. Estudos indicam que o risco pode aumentar em até 15% mesmo com uma taça de vinho por dia. Na Europa, cerca de 30% dos casos relacionados ao álcool são atribuídos ao consumo leve ou moderado.
Além do câncer, o álcool está relacionado a doenças do fígado, distúrbios do sono, agravamento da ansiedade, síndrome alcoólica fetal em gestantes e aumento do risco cardiovascular.
Informação, prevenção e acolhimento
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Apesar da gravidade, apenas 21% das mulheres têm conhecimento da relação entre álcool e câncer de mama. O dado evidencia a necessidade urgente de campanhas educativas e abordagens sensíveis nos consultórios.

Entre as estratégias recomendadas estão:
• substituição por bebidas não alcoólicas atraentes, como mocktails ou chás funcionais
• apoio psicológico e terapias cognitivas
• grupos de apoio como os Alcoólicos Anônimos
• acompanhamento médico e individualizado
“A redução consciente do consumo pode trazer benefícios significativos à saúde feminina. Informação de qualidade e acolhimento profissional são os primeiros passos para essa transformação”, finaliza Dr. Pedrinola.
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