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Ansiedade em alta: o que fazer quando tudo parece sair do controle
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Ansiedade em alta: o que fazer quando tudo parece sair do controle
Psicóloga explica os gatilhos, os sintomas e como agir durante uma crise, além de indicar quando procurar ajuda profissional
A ansiedade deixou de ser uma emoção isolada e passou a ser um traço marcante da vida moderna. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil lidera o ranking global de pessoas ansiosas. Mas quando o medo, o nervosismo e a inquietação ultrapassam os limites do tolerável, o corpo aciona sinais de alerta: taquicardia, falta de ar, náuseas, formigamento, suor excessivo e pensamentos catastróficos são alguns dos sintomas que denunciam uma crise iminente.
“Vivemos em uma sociedade que estimula o excesso, o imediatismo e a cobrança constante. Não é surpresa que o cérebro, programado para nos proteger de perigos, acabe reagindo como se estivesse sempre diante de uma ameaça”, afirma a psicóloga Marta Lenci, especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental e Mindfulness. Segundo ela, compreender os mecanismos da ansiedade pode ser o primeiro passo para retomar o equilíbrio emocional.
Por que sentimos ansiedade?
A origem da ansiedade está ligada à biologia da sobrevivência. “Nossos ancestrais viviam em ambientes hostis, onde o medo era uma resposta natural de autoproteção. Hoje, mesmo com os perigos transformados, o cérebro continua operando da mesma forma”, explica Marta.
A ansiedade, portanto, é sempre voltada para o futuro: “E se eu perder meu emprego?” ou “Será que vão perceber que estou nervoso?” — são pensamentos típicos que alimentam esse estado emocional. Quando esses questionamentos se tornam excessivos e constantes, podem desencadear crises incapacitantes.
Crises de ansiedade: como reconhecer e o que fazer
Uma crise de ansiedade ativa o sistema nervoso simpático, que prepara o corpo para lutar, fugir ou paralisar. “O problema é quando essa resposta é acionada sem necessidade real, como se estivéssemos em perigo, mesmo dentro de casa”, observa a psicóloga.
Entre as estratégias recomendadas para enfrentar uma crise estão:
• reconhecer os sintomas e os pensamentos associados
• adotar uma respiração diafragmática, lenta e profunda
• praticar atenção plena ao ambiente e aos próprios sentidos
Veja também:
• realizar relaxamento muscular progressivo
• aplicar técnicas de mindfulness no dia a dia
“É essencial lembrar que pensamentos não são fatos. O simples ato de respirar conscientemente já ajuda a reorganizar o sistema nervoso”, orienta Marta.

Quando é hora de procurar ajuda
Se a ansiedade começar a comprometer a saúde, o sono, os relacionamentos ou o desempenho profissional, o ideal é buscar apoio de um psicólogo ou psiquiatra. “Tratamentos como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) e o Mindfulness-Based Cognitive Therapy (MBCT) têm eficácia comprovada e ajudam a resgatar a autonomia emocional do paciente”, explica.
Marta Lenci finaliza com um lembrete importante: “Autoconhecimento é essencial, mas não substitui ajuda especializada. A ansiedade tem tratamento e ninguém precisa enfrentá-la sozinho.”
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