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Acervo MPB: Luiz Caldas
Acervo MPB: Luiz Caldas
Este conteúdo faz parte do Acervo MPB, podcast com áudio-biografias de grandes nomes da nossa MPB, escute aqui: – Cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor musical, ele é considerado o pai ou precursor do gênero musical que criou um novo movimento no circuito baiano na década de 1980: o Axé Music. – Nascido em Feira de … Continued
Este conteúdo faz parte do Acervo MPB, podcast com áudio-biografias de grandes nomes da nossa MPB, escute aqui:
– Cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor musical, ele é considerado o pai ou precursor do gênero musical que criou um novo movimento no circuito baiano na década de 1980: o Axé Music.
– Nascido em Feira de Santana, no interior da Bahia, em 1963, Luiz César Pereira Caldas começou cedo na música. Aos sete anos, fez sua primeira apresentação como integrante de uma banda mirim e, aos dez, já viajava em turnês com bandas da cidade, aprendendo a tocar diversos inst rumentos.
– No início dos anos 70, foi morar em Vitória da Conquista e ganhou a vida trabalhando em alguns comércios da cidade, exercendo a função de serviços gerais. Mas, nas horas vagas, tocava no conjunto musical de um famoso músico da época, chamado João Faustino, da cidade baiana de Jequié.
– Depois disso, Luiz Caldas passa a ganhar espaço no cenário musical de Salvador, onde se apresentava no Circo Troca de Segredos e tocava em agremiações de Carnaval.

– Foi nessa época que ele se tornou o inventor de um ritmo que misturava o pop com o reggae, toques caribenhos, ijexá, frevo e samba, e que ganhou o apelido de Deboche.
– Esse ritmo foi evoluindo para outros tantos lançados no carnaval baiano, somando também com o samba-reggae, o merengue, o forró, o pagode baiano, o samba duro, os ritmos do candomblé, o pop rock e com outros ritmos afro-brasileiros e afro-latinos, consolidando-se no popular estilo ou gênero musical que atualmente é denominado como Axé Music e influenciando uma geração de artistas baianos, mudando para sempre a história do carnaval de Salvador.
– Antes disso, para chegarmos no carnaval de Salvador como conhecemos hoje, precisamos voltar às suas origens, lá na década de 50, mais precisamente em 1951, quando a dupla Dodô e Osmar começou a tocar o frevo pernambucano em guitarras elétricas de produção própria — as quais batizaram de Guitarras Baianas — em cima de um Ford Fobica ano de 1929. Ali, nascia o Trio Elétrico.
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– Mais tarde, em 1975, Moraes Moreira, recém saído dos Novos Baianos, teve a ideia de subir no trio, que era apenas instrumental, para cantar, sendo o primeiro cantor ou puxador de trio elétrico do país.

– A partir da década de 1960, paralelamente ao movimento dos trios, aconteceu também a proliferação dos blocos afro na Bahia: Filhos de Gandhi (do qual Gilberto Gil faz parte), Badauê, Ilê Aiyê, Muzenza, Araketu e Olodum. Eles tocam ritmos afro como o ijexá e o samba, utilizando alguns instrumentos musicais de percussão.
– O Axé Music de Luiz Caldas chega somente nos anos 80, quando uma turma de músicos baianos foram contratados pelo estúdio WR (do empresário e produtor musical Wesley Rangel), muito famoso por produzir os artistas de Axé Music e de Trio Elétrico em Salvador. Luiz Caldas entra pra banda Acordes Verdes, formada neste estúdio e que já contava com o arranjador Alfredo Moura, um dos principais arranjadores do gênero, e o baterista Cesinha. Mais tarde, Carlinhos Brown também se junta à banda, que dá início ao movimento do Axé Music.


