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Tensão entre Ibama e governo cresce com impasse sobre petróleo na Foz do Amazonas
Tensão entre Ibama e governo cresce com impasse sobre petróleo na Foz do Amazonas
Greenpeace alerta para riscos ambientais e critica decisão do governo em reavaliar exploração petrolífera na região
O Greenpeace Brasil voltou a criticar a insistência do governo federal em revisar a decisão do Ibama que vetou a exploração de petróleo na Foz do Amazonas.
Em entrevista ao Jornal Novabrasil, Harrison Sampaio, representante da organização, afirmou que a região é extremamente sensível e que faltam estudos para garantir a segurança da atividade.
“O Ibama já se posicionou de maneira técnica contra a exploração, apontando inconsistências nos planos operacionais da Petrobras”, destacou Sampaio.
Apesar disso, o governo concedeu um prazo adicional para que a estatal apresente novos esclarecimentos.
Decisão do Ibama gerou impasse com a Petrobras
A negativa do Ibama baseou-se na falta de informações sobre os impactos ambientais da atividade.
O órgão identificou que a região abriga um ecossistema marinho pouco estudado, incluindo recifes que necessitam de maiores pesquisas.
“Não ficou atestado que a Petrobras tem condições de operar com segurança na área. O parecer técnico do Ibama recomenda o arquivamento do pedido”, ressaltou Sampaio.
No entanto, o presidente do Ibama optou por conceder um prazo para que a Petrobras complemente as informações, gerando polêmica entre ambientalistas e o governo.
Governo e Petrobras defendem exploração petrolífera
Apesar da resistência do Ibama, a Petrobras e o governo federal argumentam que a exploração pode ser feita com segurança.
A presidente da estatal garantiu que a empresa possui tecnologia avançada para evitar danos ambientais.
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“A Petrobras está absolutamente aparelhada para segurar qualquer eventualidade”, afirmou a executiva da companhia.
No entanto, o Greenpeace contesta esse argumento, reforçando que cabe ao Ibama avaliar a viabilidade do projeto.
Greenpeace alerta para riscos ambientais
O Greenpeace destaca que a decisão sobre a exploração não deve ser política, mas técnica.
Segundo Sampaio, o princípio da precaução deve ser seguido, garantindo que apenas atividades seguras sejam autorizadas.
“Quando não sabemos quais são os impactos de uma atividade, a legislação ambiental recomenda que ela não seja aprovada”, explicou o representante.
Ele reforça que a perfuração para estudos já representa riscos, tornando necessário um mapeamento completo da região antes de qualquer liberação.
O impasse continua, e o debate deve se intensificar nos próximos meses, com pressões tanto do setor ambiental quanto do econômico para definir o futuro da exploração na Foz do Amazonas.

