35% dos brasileiros tem dificuldades financeiras para acessar cultura

Fabiane Pereira
14:42 21.02.2025
Arte e cultura

35% dos brasileiros tem dificuldades financeiras para acessar cultura

Pesquisa foi revelada durante um dos painéis na programação da SIM São Paulo

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- 21.02.2025 - 14:42
35% dos brasileiros tem dificuldades financeiras para acessar cultura
SIM São Paulo (Foto: Divulgação)

Os brasileiros estão consumindo mais cultura, mas barreiras como violência e dificuldades financeiras ainda impedem o pleno acesso às atividades culturais. Essa foi uma das principais conclusões da nova edição da pesquisa Hábitos Culturais, apresentada na última terça (18) durante a SIM São Paulo 2025 pelo superintendente do Itaú Cultural, Jader Rosa.

O estudo, conduzido pelo DataFolha e Observatório Fundação Itaú, revelou que 97% dos brasileiros afirmam ter realizado alguma atividade cultural nos últimos 12 meses, sendo 85% presencialmente e 89% em casa ou on-line. Mais da metade dos entrevistados afirmou participar de eventos presenciais ao menos uma vez por mês.

A pesquisa destacou que o consumo digital segue liderando as preferências culturais no Brasil. Ouvir música on-line foi a atividade mais mencionada, citada por 83% dos entrevistados.

Em seguida, 73% afirmaram assistir a filmes em plataformas de streaming, enquanto 69% consumiram séries on-line. Além disso, a TV aberta continua relevante: 56% dos entrevistados assistiram a novelas, enquanto 52% ouviram podcasts.

Apesar do aumento na participação cultural, a pesquisa revelou desafios estruturais. 35% dos entrevistados citaram o medo da violência e dificuldades financeiras como os principais impedimentos para frequentar atividades culturais presencialmente.

Esses números reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à democratização da cultura, garantindo que mais pessoas tenham acesso a teatros, cinemas, shows e outras manifestações artísticas.

Durante o painel, Jader Rosa ressaltou a importância dos dados para o fortalecimento do setor cultural e a formulação de estratégias para ampliar o acesso. “Hoje a economia criativa equivale a 280 bilhões, sendo a parte da música 540 mil reais.

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A gente percebe que os ambientes, os espaços ao ar livre, onde existe a maior procura do público, destacam-se os festivais, onde os jovens estão em maior número. São pessoas de 16 a 24 anos, pessoas de maior classe social e escolaridade. A gente percebe também que não é somente a renda que mobiliza a participação nestas atividades culturais, mas sim a escolaridade.

Também identificamos que essas atividades culturais ligadas aos jovens reduzem significativamente os níveis de estresse e solidão entre eles. De outra maneira também concluímos que o sertanejo é o ritmo que eles mais ouvem, bem como também o fato de que a festa junina curiosamente ser a que os brasileiros mais frequentam.”, afirmou.

Além de mapear o consumo de cultura no Brasil, a pesquisa detalhou a frequência das atividades culturais, o perfil de gastos do público e as motivações para o consumo cultural, oferecendo um retrato amplo dos hábitos da população brasileira. O relatório da pesquisa está disponível neste link.

Os dados apresentados servirão como base para a formulação de políticas públicas, incentivo à produção independente e fortalecimento das instituições culturais, contribuindo para um cenário onde a cultura possa ser cada vez mais acessível e transformadora para toda a população.

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