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35% dos brasileiros tem dificuldades financeiras para acessar cultura
35% dos brasileiros tem dificuldades financeiras para acessar cultura
Pesquisa foi revelada durante um dos painéis na programação da SIM São Paulo
Os brasileiros estão consumindo mais cultura, mas barreiras como violência e dificuldades financeiras ainda impedem o pleno acesso às atividades culturais. Essa foi uma das principais conclusões da nova edição da pesquisa Hábitos Culturais, apresentada na última terça (18) durante a SIM São Paulo 2025 pelo superintendente do Itaú Cultural, Jader Rosa.
O estudo, conduzido pelo DataFolha e Observatório Fundação Itaú, revelou que 97% dos brasileiros afirmam ter realizado alguma atividade cultural nos últimos 12 meses, sendo 85% presencialmente e 89% em casa ou on-line. Mais da metade dos entrevistados afirmou participar de eventos presenciais ao menos uma vez por mês.
A pesquisa destacou que o consumo digital segue liderando as preferências culturais no Brasil. Ouvir música on-line foi a atividade mais mencionada, citada por 83% dos entrevistados.
Em seguida, 73% afirmaram assistir a filmes em plataformas de streaming, enquanto 69% consumiram séries on-line. Além disso, a TV aberta continua relevante: 56% dos entrevistados assistiram a novelas, enquanto 52% ouviram podcasts.
Apesar do aumento na participação cultural, a pesquisa revelou desafios estruturais. 35% dos entrevistados citaram o medo da violência e dificuldades financeiras como os principais impedimentos para frequentar atividades culturais presencialmente.
Esses números reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas à democratização da cultura, garantindo que mais pessoas tenham acesso a teatros, cinemas, shows e outras manifestações artísticas.
Durante o painel, Jader Rosa ressaltou a importância dos dados para o fortalecimento do setor cultural e a formulação de estratégias para ampliar o acesso. “Hoje a economia criativa equivale a 280 bilhões, sendo a parte da música 540 mil reais.
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A gente percebe que os ambientes, os espaços ao ar livre, onde existe a maior procura do público, destacam-se os festivais, onde os jovens estão em maior número. São pessoas de 16 a 24 anos, pessoas de maior classe social e escolaridade. A gente percebe também que não é somente a renda que mobiliza a participação nestas atividades culturais, mas sim a escolaridade.
Também identificamos que essas atividades culturais ligadas aos jovens reduzem significativamente os níveis de estresse e solidão entre eles. De outra maneira também concluímos que o sertanejo é o ritmo que eles mais ouvem, bem como também o fato de que a festa junina curiosamente ser a que os brasileiros mais frequentam.”, afirmou.
Além de mapear o consumo de cultura no Brasil, a pesquisa detalhou a frequência das atividades culturais, o perfil de gastos do público e as motivações para o consumo cultural, oferecendo um retrato amplo dos hábitos da população brasileira. O relatório da pesquisa está disponível neste link.
Os dados apresentados servirão como base para a formulação de políticas públicas, incentivo à produção independente e fortalecimento das instituições culturais, contribuindo para um cenário onde a cultura possa ser cada vez mais acessível e transformadora para toda a população.
