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10 composições de sucesso de Marcelo Yuka no dia do seu aniversário
10 composições de sucesso de Marcelo Yuka no dia do seu aniversário
O músico, poeta, compositor e ativista Marcelo Yuka - autor de sucessos como A Carne e Pescador de Ilusões - completaria 59 anos hoje

Se não tivesse nos deixado cedo demais – em 2019, aos 53 anos – vítima de uma infecção generalizada após um AVC, Marcelo Yuka estaria completando 59 anos neste 31 de dezembro de 2024.
O músico, poeta, compositor e ativista carioca foi um dos fundadores e principais compositores da banda O Rappa e é autor de grandes sucessos da nossa música como “A Carne” e “Pescador de Ilusões”.
Hoje, para celebrar sua trajetória, vamos relembrar 08 sucessos compostos por Marcelo Yuka.
Sobre Marcelo Yuka
Nascido no Rio de Janeiro, em 31 de dezembro de 1965, Marcelo Fontes do Nascimento Viana de Santa Ana, o Marcelo Yuka, foi um dos fundadores da banda O Rappa, junto com Marcelo Lobato, Xandão e Nelson Meirelles.
Os músicos – que tinham se juntado para formar a banda de apoio no Brasil do cantor de reggae caribenho Papa Winnie – colocaram um anúncio no jornal para buscar um vocalista e acabaram escolhendo Marcelo Falcão.
No tempo em que fez parte do grupo – como baterista – Yuka foi também o principal letrista da banda, tendo escrito letras carregadas de intenso teor social e crítico, sobre temas como violência urbana, racismo e desigualdades sociais.
Em 1994, O Rappa lançou o seu primeiro disco, que levou o nome da banda e não obteve muita projeção, mas trouxe o sucesso “Todo Camburão Tem Um Pouco De Navio Negreiro”, com letra de Yuka e música em parceria com o resto da banda.
Este foi o único álbum com a presença de Nelson Meirelles, que abandonou a banda por motivos pessoais. Com a saída de Meireles, Lauro Farias, que tocava com Yuka anteriormente na banda KMD-5, assumiu o contrabaixo.
Em 1996, foi lançado o álbum Rappa Mundi, que praticamente introduziu a banda no cenário nacional e quase todas as canções foram um grande sucesso. Entre elas, algumas composições importantes de Marcelo Yuka, em parceria com Lauro Farias, Marcelo Falcão, Xandão e Marcelo Lobato, como:
– “Pescador de Ilusões”
– “A Feira”
– “Eu Quero Ver Gol”
Além da versão em português composta por Yuka e Ivo Meirelles para o sucesso de Jimi Hendrix: “Hey Joe”, que teve participação de Marcelo D2.
Em 1998, Marcelo Yuka compôs um grande sucesso da banda Farofa Carioca em parceria comSeu Jorgee Ulisses Cappelletti: “A Carne”, canção que – em 2002 – ganhou uma versão antológica na voz da musa Elza Soares, no seu álbum Do Cóccix ao Pescoço.
Em 1999, O Rappa lançou o álbum Lado B Lado A, bastante elogiado pelas letras de Yuka em canções (todas parcerias com o resto da banda) como:
– “Minha Alma (a paz que eu não quero)”
– “O Que Sobrou do Céu”
– “Me Deixa”
– “Lado B Lado A”.
Os videoclipes das duas primeiras canções foram premiadíssimos no Video Music Brasil, tornando-se sucesso nacional.
Letrista sobre violência urbana, vítima de violência urbana

Em novembro de 2000, Marcelo Yuka – que sempre escreveu sobre o assunto em suas letras – foi vítima direta da violência urbana, ao ser baleado durante uma tentativa de assalto no bairro da Tijuca, Rio de Janeiro, ficando paraplégico e assim impossibilitado de tocar bateria.
Marcelo Lobato assumiu o instrumento e, mesmo debilitado, Yuka voltou ao grupo e, em 2001, lançaram o disco duplo Instinto Coletivo Ao Vivo, com um show que tinha sido gravado em 2000, ainda com Yuka na bateria e três canções inéditas, com letra de sua autoria:
Veja também:
- “Ninguém Regula A América”
- “Milagre”
- “Instinto Coletivo”
Em 2001, Marcelo Yuka desligou-se de O Rappa, alegando ter sido expulso pelos companheiros, por não concordar com o novo rumo que a banda vinha seguindo.
Em 2004, Yuka fundou outra banda: F.ur.t.o (Frente Urbana de Trabalhos Organizados), que fez parte de um projeto social homônimo, que, segundo ele, era algo maior do que O Rappa o possibilitava.
A dedicação de Yuka ao projeto F.ur.t.o. pode ser vista mesmo durante sua estadia no Rappa: ele aparece com uma camiseta preta com o nome F.ur.t.o. em branco durante o videoclipe “Minha Alma (A paz que eu não quero)”, vídeo clipe que deu toda a projeção ao O Rappa como movimento social e não somente uma banda de rock.
Com a banda, lançou um álbum em 2005 – “Sangueaudiência” – com letras ainda mais politizadas que as do O Rappa. O álbum tem participações de Manu Chao, Marisa Monte e BNegão.
Na política, foi filiado por oito anos ao PSOL e chegou a concorrer a vice-prefeito do Rio de Janeiro em uma chapa com Marcelo Freixo em 2012.
Além disso, Yuka também produziu Mestiço, um projeto de “Eletro-indígena-hardcore, com guitarras distorcidas e base eletrônica”. As letras eram todas sobre a questão indígena.
Fora da música, ele preparou ainda um talk show na PlayTV, “Hoje eu desafio o mundo sem sair da minha casa”. Sua vida e seu ativismo foram registrados no documentário “No caminho das setas”, de 2011, e posteriormente no livro “Não se preocupe comigo”, de sua autoria, em parceria com Bruno Levinson, lançado em 2014.
Marcelo Yuka foi agraciado com a Ordem do Mérito Cultural em 2015, na classe de comendador.
Em 2017, Marcelo Yuka lançou seu primeiro álbum solo, “Canções para depois do ódio”, com uma sonoridade que mesclava batidas eletrônicas e ritmos afro, fruto da parceria com o produtor e DJ Apollo 9. Nomes comoCéue Seu Jorge participaram do disco.
10 composições de Marcelo Yuka no dia do seu aniversário
1 – Todo Camburão Tem Um Pouco De Navio Negreiro
6 – Minha Alma (a paz que eu não quero)


