BRICS miram desdolarização em frente alternativa ao Ocidente

Camilo Mota
10:34 21.10.2024
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BRICS miram desdolarização em frente alternativa ao Ocidente

Representantes de 32 nações devem se reunir junto à Rússia nesta terça-feira, 21 de outubro, na cidade de Kazan

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- 21.10.2024 - 10:34
BRICS miram desdolarização em frente alternativa ao Ocidente
A 16ª Cúpula dos líderes do Brics deve definir, na Rússia, quais os critérios para que outros países possam se associar ao bloco como parceiros, modalidade diferente da exercida por membro pleno. Foto: BRICS/Divulgação.

O BRICS, grupo das potências emergentes mundiais, se reúne a partir desta terça-feira, 21 de outubro, em Kazan, na Rússia. O objetivo do encontro é expandir relações entre os países que sofrem bloqueios econômicos do Ocidente.

No último ano, o grupo – formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – expandiu-se. Irã, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita também tornaram-se membros, e demais países já se inscreveram formalmente para o grupo.

A Rússia estabeleceu como prioridade a integração dos novos membros, o papel dos BRICS no sistema monetário e financeiro internacional, e expandir o uso das moedas nacionais em transações entre os países do bloco.

O professor Álefe Aprigio, de língua portuguesa e sociedade brasileira do instituto de relações internacionais da Universidade Federal de Kazan, aponta que o encontro é a chance para Vladimir Putin mostrar forças:

Significa mostrar para o mundo que existe um outro lado, um segundo mundo, ou força política que reúne vários países e que estão com o Putin. Países que não têm medos de sanções e de enfrentar essa força do Ocidente, politicamente e economicamente também.”

Em entrevista para o Jornalismo Novabrasil, o professor contou que a cidade-sede do evento, conhecida como terceira capital da Rússia, se preparou por dois anos para o encontro. Kazan é a sexta cidade mais populosa do país e é centro cultural e industrial.

Veja também:

A delegação brasileira será chefiada pelo Ministro Mauro Vieira, que já está em viagem com destino à Rússia. Após o acidente doméstico e ferimentos leves, o presidente Lula participará de todas as agendas do encontro de forma remota.

E, no ano que vem, o Brasil assume a presidência rotativa do bloco, a partir de 1º de janeiro.

Confira a entrevista:

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