Novabrasil
BRICS miram desdolarização em frente alternativa ao Ocidente
BRICS miram desdolarização em frente alternativa ao Ocidente
Representantes de 32 nações devem se reunir junto à Rússia nesta terça-feira, 21 de outubro, na cidade de Kazan
O BRICS, grupo das potências emergentes mundiais, se reúne a partir desta terça-feira, 21 de outubro, em Kazan, na Rússia. O objetivo do encontro é expandir relações entre os países que sofrem bloqueios econômicos do Ocidente.
No último ano, o grupo – formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – expandiu-se. Irã, Egito, Etiópia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita também tornaram-se membros, e demais países já se inscreveram formalmente para o grupo.
A Rússia estabeleceu como prioridade a integração dos novos membros, o papel dos BRICS no sistema monetário e financeiro internacional, e expandir o uso das moedas nacionais em transações entre os países do bloco.
O professor Álefe Aprigio, de língua portuguesa e sociedade brasileira do instituto de relações internacionais da Universidade Federal de Kazan, aponta que o encontro é a chance para Vladimir Putin mostrar forças:
“Significa mostrar para o mundo que existe um outro lado, um segundo mundo, ou força política que reúne vários países e que estão com o Putin. Países que não têm medos de sanções e de enfrentar essa força do Ocidente, politicamente e economicamente também.”
Em entrevista para o Jornalismo Novabrasil, o professor contou que a cidade-sede do evento, conhecida como terceira capital da Rússia, se preparou por dois anos para o encontro. Kazan é a sexta cidade mais populosa do país e é centro cultural e industrial.
Veja também:
A delegação brasileira será chefiada pelo Ministro Mauro Vieira, que já está em viagem com destino à Rússia. Após o acidente doméstico e ferimentos leves, o presidente Lula participará de todas as agendas do encontro de forma remota.
E, no ano que vem, o Brasil assume a presidência rotativa do bloco, a partir de 1º de janeiro.
Confira a entrevista:



