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Uma das últimas entrevistas de Washington Olivetto foi para a Novabrasil
Uma das últimas entrevistas de Washington Olivetto foi para a Novabrasil
Em conversa com Roberto Nonato e Michelle Trombelli, ele disse: "falta brilho à publicidade"; relembre
Uma das mentes mais criativas do país, o publicitário e escritor Washington Olivetto morreu ontem, aos 73 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo Hospital Copa Star que lamentou a morte e informou que não tem autorização da família para divulgar mais detalhes.
Famoso por diversas criações, Olivetto recebeu diversas estatuetas e homenagens, que foram desde títulos em universidades a menções em músicas de Jorge Ben Jor — “Alô, Alô W/Brasil”, trecho em referência à empresa de Olivetto.
Olivetto é criador das campanhas publicitárias mais importantes feitas no Brasil, entre elas a do Garoto Bombril, O primeiro sutiã, Cãozinho da Cofap, entre outras.



Decendente de italianos, de uma família de classe média, Washinton Olivetto nasceu em São Paulo, no bairro da Lapa, no dia 29 de setembro de 1951. Seu pai era vendedor, o que foi uma inspiração para seguir na carreira de publicitário.
Certa vez disse que a entrada na publicidade começou com um pneu furado. “Tinha 19 anos e já sabia que queria trabalhar em publicidade”. “Estava indo para a faculdade de manhã e o pneu do meu carro -um Karmann-Ghia 69, furou na rua Itambé, em Higienópolis. Logo em frente havia um sobrado, onde funcionava a HGP Publicidade, uma agência pequena.
“Pensei que, em vez de trocar pneu, eu poderia pedir um estágio.”Para superar a timidez, Washington Olivetto disse: “Meu pneu furou aqui na frente e eu queria uma oportunidade. Vou ser muito bom nesse negócio e é melhor aproveitar, porque meu pneu não fura duas vezes na mesma rua”. Três meses depois produziu seu primeiro comercial, apra a Deca, que lhe rendeu um prêmio internacional.
No ano seguinte foi trabalhar na DPZ, onde ganhou o primeiro Leão de Ouro para a publicidade nacional, no Festival de Cannes. Na DPZ nasceu a campanha do Garoto Bombril, que durou mais de 30 anos. Depois vieram as agências W/Brasil e WMcCann
Dono de mais de cinquenta Leões somente na categoria ‘Filmes’ no Festival de Publicidade de Cannes e o único latino-americano a ganhar o prêmio Clio Awards em 2001, com um comercial de TV para a Revista Época, foi considerado como o mais criativo publicitário dos últimos trinta anos na premiação Profissionais do Ano, organizada pela TV Globo.
Em 2003, recebeu o título de Doutor Honoris Causa pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Em abril de 2015, foi nomeado Professor Emérito pela Escola Superior de Propaganda e Marketing.
Uma das últimas entrevistas de Washington Olivetto foi para a Novabrasil. Em conversa com Roberto Nonato e Michelle Trombelli, ele fez uma análise do atual momento da publicidade e falou da importância do rádio em sua formação.
Veja também:
Sobre o atual momento do mercado em relação à produção de conteúdo em muito a muita tecnologia e redes sociais, Washington Olivetto disse que hoje falta brilho à publicidade no Brasil.
CONFIRA ABAIXO:
Em 2001, Washington Olivetto foi sequestrado em São Paulo por criminosos argentinos, colombianos e chilenos. Depois de quase 3 meses no cativeiro, foi resgatado com a ajuda de uma estudante de Medicina que suspeitou dos barulhos que vinham do quarto da casa ao lado da sua.
Como a parede desse quarto fazia divisa com a sua casa, a estudante usou o estetoscópio para ouvir tudo e avisar à polícia. Olivetto é um dos torcedores símbolo do Corinthians, tendo sido, em 1981, um dos criadores do movimento que ficou conhecido como Democracia Corintiana, quando era vice-presidente do clube.
Em 2013, a escola de samba Gaviões da Fiel o homenageou em seu desfile de Carnaval, cujo tema foi a história da publicidade brasileira.

