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Inês de Castro: “Diversidade etária no mercado da moda”
Inês de Castro: “Diversidade etária no mercado da moda”
Enquanto muitas grifes usam gente mais velha para chamar à atenção do público, essa marca de bijoux está capacitando mulheres 50+ para produzir sua linha de acessórios
Pegar carona nos modismos é fácil. Difícil é colocar a diversidade etária em prática. Principalmente no mercado de trabalho onde sobram discursos mas faltam oportunidades.
A artista plástica Liz Luz, que há mais de uma década vem produzindo semi-jóias de metal, resina e algodão, olhou para a ponta mais vulnerável da sociedade e resolveu dar chance para quem é praticamente invisível no ranking da empregabilidade: as mulheres 50+ de baixa renda.
A Liz cria as peças piloto da marca Trois Design – uma grife que também atende majoritariamente ao público 50+ – e, em seguida, ela treina e capacita essas mulheres para que possam confeccionar os colares, correntes, pulseiras e acessórios nas suas próprias casas.
A ideia é tão simples quanto inovadora e corajosa: investir em quem tem disponibilidade de tempo, vontade de aprender e energia para trabalhar e sustentar, não raramente, toda uma família.


