Acervo MPB: Elza Soares – Parte 3

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09:00 05.11.2021
Música

Acervo MPB: Elza Soares – Parte 3

Leia a primeira e segunda parte deste conteúdo. – A partir de 2008, a cineasta e jornalista Elizabete Martins Campos começou a pesquisar a vida e a obra da cantora e roteirizou, dirigiu e produziu o premiado longa-metragem My Name is Now, Elza Soares. – Dois anos depois, pela primeira vez a artista comandou e puxou … Continued

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- 05.11.2021 - 09:00
Acervo MPB: Elza Soares – Parte 3
Acervo MPB: Elza Soares – Parte 3

Leia a primeira e segunda parte deste conteúdo.

– A partir de 2008, a cineasta e jornalista Elizabete Martins Campos começou a pesquisar a vida e a obra da cantora e roteirizou, dirigiu e produziu o premiado longa-metragem My Name is Now, Elza Soares.

– Dois anos depois, pela primeira vez a artista comandou e puxou um trio elétrico no circuito Barra-Ondina, em Salvador. O trio levou o nome de A Elza Pede Passagem, arrastando uma grande multidão. Elza também já atuou como puxadora de samba-enredo, passando pelas escolas Salgueiro e Mocidade.

Nos Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio de Janeiro, Elza interpreta o Hino Nacional Brasileiro, no início da cerimônia de abertura do evento, no Maracanã

– Em 2014, Elza estreou o show A Voz e a Máquina, tendo como base a música eletrônica e acompanhada no palco apenas pelos DJs Ricardo Muralha, Bruno Queiroz e Guilherme Marques. No ano seguinte, no auge de seus 85 anos, veio outro sucesso arrebatador da carreira de Elza:  o primeiro álbum em sua carreira só com músicas inéditas, A Mulher do Fim do Mundo. Com esse trabalho a cantora, mais uma vez, renasce como uma fênix.

– O disco traz uma mistura de gêneros musicais como samba, rock, rap e música eletrônica, em onze canções compostas especialmente para ela, por um grupo de artistas independentes da cena cultural paulistana contemporânea. Entre elas: “Maria da Vila Matilde”, “Mulher do Fim do Mundo”, “Luz Vermelha” e “Pra Fuder”.

Poster do samba-enredo “Elza Deusa” da Escola Mocidade Independente

– Trazendo temas atuais como a violência doméstica, o sofrimento urbano, a morte, a transexualidade e a negritude, as canções têm um peso certeiro nas palavras e na batida, ao mostrarem as realidades conflitantes existentes no Brasil. Foi neste disco, mais especificamente na faixa “Maria da Vila Matilde”, que Elza finalmente conseguiu exorcizar a dor de ter sido vítima de violência doméstica. A canção rapidamente se tornou um hino no movimento feminista e, sempre que a interpreta em shows e programas de TV, Elza convoca vítimas a denunciarem seus agressores.

– Aclamado pela crítica nacional e internacional, o álbum ganhou o Grammy Latino do ano seguinte, na categoria Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. Também recebeu o reconhecimento do Pitchfork, um dos sites de música mais importantes do mundo, que elegeu o novo álbum como o melhor e no artigo diz que Elza “desenvolveu uma das vozes mais distintas da MPB”.

Veja também:

– Em 2018, Elza lançou outra obra-prima: o disco Deus É Mulher, na mesma pegada do disco anterior, misturando música eletrônica com rap e samba e trazendo letras fortes, com destaque para as faixas “O Que Se Cala”, “Exu nas Escolas” e “Deus Há De Ser”. No mesmo ano estreou o espetáculo Elza Soares – O Musical, que conta a história de Elza por meio de sete diferentes atrizes e cantoras que a interpretam ao longo de toda a sua vida e carreira.

– Em uma entrevista recente, Elza diz que se não fosse a música, não estaria viva até hoje. Que a música é uma anestesia natural e vai cantar até o fim.

Quer saber mais sobre outros nome da nossa música? Escute o podcast Acervo MPB.

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