Kaê Guajajara conecta o Brasil Indígena e África evocando a prosperidade verde em “Forest Club”

Fabiane Pereira
18:35 06.09.2024
Música

Kaê Guajajara conecta o Brasil Indígena e África evocando a prosperidade verde em “Forest Club”

Novo álbum da artista foi lançado no Dia da Amazônia e Internacional da Mulher Indígena, e aposta na mistura de ritmos dançantes

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- 06.09.2024 - 18:35
Kaê Guajajara conecta o Brasil Indígena e África evocando a prosperidade verde em “Forest Club”
Foto: Divulgação.

Kaê Guajajara, cantora, compositora, atriz, autora e ativista, embarcou numa profunda viagem por entre sonoridades dançantes com “Forest Club”, seu terceiro álbum de estúdio.

Mesclando gêneros como funk, french house, amapiano, eletrônica entre outros, com a música popular originária, o projeto tem a abertura com citação de Ailton Krenak, participação de Dino d’Santiago – artista português espetacular -, Gaby Amarantos, Rincon Sapiência, Pablo Bispo, Felipe Cordeiro, Manoel Cordeiro, Joss Dee, DJ Salu, Ruxxel, DJCasDaGrock, Casa de Onijá e DJ Kaim.

Capa de “Forest Club Foto: Jeff Corsi.

O trabalho musical de Kaê tem como base a inovação e as raízes ancestrais indígenas, matriz da música brasileira com diversas influências culturais que continuam a moldar e redefinir o cenário musical no Brasil e além.

Nascida no Maranhão e criada no complexo de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, Kaê é engajadora da MPO (Música Popular Originária), e expande a partir de suas composições e musicalidade, a visibilidade dos povos originários no contexto do mundo presente.

Sobre a criação de todo o conceito pensado no futuro ancestral coexistindo com as espécies e com sonoridades vibrantes de “Forest Club”, Kaê Guajajara comenta: “Ele é uma expressão do futuro, onde uma jovem indígena no ano de 2087 está viva e feliz em uma cidade que coexiste com a natureza, onde a principal ostentação é o bem viver coletivo, celebrando a diversidade entre todos os povos. Neste álbum, eu dediquei o meu sonho de um melhor presente e futuro, convidando muitos parceiros musicais que partilham da mesma vontade. Espero que o movimento Forest Club seja contagiante.”

As 18 faixas que compõem “Forest Club” foram produzidas por Patrick Dias Couto, que também assina mixagem e masterização da obra, co-produzidas por Nakata e contam com a direção executiva do coletivo Azuruhu, formado por artistas indígenas.  

Veja também:

A artista integra o line-up do Rock in Rio 2024 e se apresentará no dia 21 de setembro no Espaço Favela, com o show inédito “Para Sempre Favela é Terra Indígena”, convidando Totonete, Raphael Vicente e Dance Maré.

No ano passado, a artista esteve nos estúdios da NOVABRASIL e participou do programa Vitrine. Para ouvir a entrevista, clique no link abaixo:

CONFIRA ENTREVISTA COM KAÊ GUAJAJARA NA NOVABRASIL:

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