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‘Eleições digitais’: redes sociais se tornam foco de candidatos em campanhas
‘Eleições digitais’: redes sociais se tornam foco de candidatos em campanhas
Uso de marketing digital nas redes tem alavancado popularidade de políticos
Este é um ano marcado por eleições no Brasil. Além da campanha eleitoral, muitos candidatos têm investido em estratégias de marketing digital para alavancar seus nomes na disputa, especialmente em redes sociais.
Em entrevista ao “Jornal Novabrasil”, João Finamor, professor de marketing digital da ESPM, avaliou que a junção das redes com outros canais de comunicação é um algo usado cada vez mais em disputas eleitorais. O fenômeno é chamado de “crossmedia”.
Na opinião do especialista, as redes sociais desempenham papel essencial no trabalho de divulgação dos candidatos: “Essas são as eleições digitais. São as eleições em que os candidatos que sabem usar a ferramenta ou que tem uma boa equipe por trás no digital vão levantar e levar uma grande vantagem em relação aos outros. A internet vai fazer catapultar ou sumir o determinado candidato”, disse.
O Brasil é um país com um alto número de usuários nas redes sociais, com mais 144 milhões de usuários, de acordo com um relatório do grupo “We Are Social e Meltwater”.Com isso, a estratégia ajudaria na propagação dos conteúdos, segundo João Finamor: “O brasileiro é apaixonado pelas redes sociais, é um povo que usa muito e os algoritmos são propícios a uma entrega de conteúdo. Muito mais do que hoje uma mídia unilateral, como uma TV ou uma rádio, que a pessoa tem que parar e sentar para assistir”.
Algoritmo nas eleições
Um grande aliado da ascensão de políticos tem sido o uso da estratégia “remarketing”. O professor da ESPM conta que a tática se baseia em algoritmos: “No momento que você é impactado por um conteúdo e você visualizar esse vídeo por um período de retenção, vai receber os anúncios dele por um bom tempo. Vai acontecer esse modelo do varejo, que a gente vê um produto e depois o produto meio que nos acompanha, vai acontecer com os candidatos”.
O especialista explica que as plataformas conseguem captar as tendências dos usuários a partir do momento em que o eleitor assiste mais de 25% de um vídeo. A partir disso, ele vai receber o conteúdo mais vezes.
“Essa estratégia faz o que a gente chama de funil. Tem o topo de funil, que é a visualização, o meio, que é a intenção, e depois lá no final, que vai ser a conversão, seria o voto”, conta João Finamor.
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Fenômeno dos cortes nas eleições
Os cortes curtos e chamativos são outra aposta dos políticos. Eles significam conteúdos menores, bem elaborados e podem ser produzidos durante um debate ou serem algo algo previamente gravado.
O formato é pensado para que ele seja compartilhado em grande escala, revela o professor de marketing: “Ele é intensificado pelo compartilhamento da sua comunidade. Grupos a favor do candidato pegam esse pedaço com um momento de muita ênfase, que chame a atenção, e todos compartilham. Quanto mais gente compartilha esse corte, mais a plataforma entende que esse conteúdo é relevante e vai entregar cada vez mais, além de recomendar para outras pessoas, que não seguem o candidato”.
O formato dos cortes tem se mostrado cada vez mais eficiente.
Quando o conteúdo das redes sociais de candidatos for patrocinado, é obrigatório que haja uma comprovação de financiamento, segundo a Justiça Eleitoral.

