10 poemas de Clarice Lispector que vão te emocionar

Clarice Lispector foi um dos maiores nomes da literatura brasileira no século XX e suas obras continuam a marcar gerações e conquistar novos admiradores.

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A escritora é nossa homenageada da vez no Foras de Série, especial que homenageia grandes personalidades brasileiras. Neste episódio, vamos relembrar 10 poemas de Clarice Lispector que certamente vão te emocionar.

Foras de Série

“Minha alma tem o peso da luz Tem o peso da música Tem o peso da palavra nunca dita, Prestes quem sabe a ser dita Tem o peso de uma lembrança Tem o peso de uma saudade Tem o peso de um olhar [...]”

1. Alma Luz

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“Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta. De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo [...]”

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2. Dá-me a tua mão

“Estou sentindo uma clareza tão grande que me anula como pessoa atual e comum: é uma lucidez vazia, como explicar? assim como um cálculo matemático perfeito do qual, no entanto, não se precise. [...]”

3. A Lucidez perigosa

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4. Eu

“Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Entupo-me de ausências, Esvazio-me de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos. Pouco não me serve, médio não me satisfaz, metades nunca foram meu forte! [...]”

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“Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. [...]”

5. Meu Deus, me dê coragem

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“Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. [...]”

6. Minha Alma tem o peso da luz

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“Quando penso na alegria voraz com que comemos galinha ao molho pardo, dou-me conta de nossa truculência. Eu, que seria incapaz de matar uma galinha, tanto gosto delas vivas mexendo o pescoço feio e procurando minhocas. [...]”

7. Nossa Truculência

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