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Três novos artistas da Região Norte do país para você conhecer
Três novos artistas da Região Norte do país para você conhecer
Conheça Victor Xamã, AÍLA e Karen Francis, nesta semana especial em que apresentaremos novos artistas de cada uma das cinco regiões do Brasil

Região Norte.
Não tem nada mais bonito no Brasil do que a nossa diversidade. Somos um país plural e isso se reflete na nossa música, arte, cultura, moda e gastronomia. Cada canto do país traz um pouco da nossa beleza e brasilidade.
Por isso, nesta semana especial, nós da Novabrasil apresentaremos novos artistas musicais de cada uma das cinco regiões do Brasil para você conhecer melhor.
Começamos hoje com a Região Norte, a maior região do país em termos de extensão territorial e a que concentra a maior biodiversidade, graças à existência da Floresta Amazônica.
É de lá, que apresentamos para vocês o manauara Victor Xamã, a paraense AÍLA, e a também manauara Karen Francis.
Victor Xamã

O rapper, cantor e compositor Victor Xamã nasceu em Manaus, capital do Amazonas, e lançou em 2023 o seu terceiro álbum – Garcia – firmando-se como um dos maiores nomes do rap brasileiro atual.
Cheio de originalidade, o primeiro álbum do manauara – Janela – veio em 2015, seguido de Verde Esmeralda, Cinza Granito, em 2017. Depois deles, Victor Xamã lançou dois EPs: Cobra Coral (2020) e Calor (2021, que contou com a participação de Baco Exu do Blues em uma das faixas, Belas & Canivetes, composta pelos dois artistas em parceria).
O regionalismo e o orgulho amazonense sempre estiveram presentes na obra do artista de voz grave e potente, mas também os desafios enfrentados ao se mudar para São Paulo, a solitude e questionamentos sobre a vida.
Sempre muito agregador e trazendo para a cena outros artistas do norte do Brasil e também que começaram junto com ele, agora em Garcia, Victor Xamã conta com vários feats, como com as amazonenses Karen Francis e Gabi Farias. Além disso, na faixa Vigésimo Andar, Victor divide os vocais e a composição com a baiana Luedji Luna.
Este último disco conta bastante da história pessoal do artista. Na capa, inclusive, vemos a fotografia da mãe de Victor Xamã, Maria Helena Garcia (desse sobrenome vem o título do álbum), como uma entidade amazônica, folclórica e simultaneamente divina: “Para contar a história da minha vida e a história da minha rima, nada mais sensato eu homenageá-la, diretamente e indiretamente ela sempre se fez presente na minha música”, pontua o rapper.
Conheça o trabalho de Victor Xamã:
AÍLA

AÍLA é uma das principais vozes da música pop contemporânea da Amazônia.
Nascida na Terra Firme, periferia de Belém do Pará, a artista traz diversidade e inovação na sua trajetória: é cantora, compositora, diretora artística e musical, além de idealizadora de Festivais pioneiros na Região Norte do país, como o Festival MANA, que debate o protagonismo das mulheres no mercado da música.
Com letras de amor ou falas diretas, envoltas pela música popular feita nas “bordas” do país, AÍLA instiga e faz vibrar. Entre referências que mesclam o Pará e o mundo, a artista também ecoa reflexões necessárias para o agora, como questões de gênero e feminismo.
Com três discos lançados, e mais de cinco milhões de plays nas plataformas de streaming, suas turnês já circularam em palcos emblemáticos, como Coala Festival (SP) e Circo Voador (RJ).
Seu álbum de estreia – Trelelê – é de 2012 e mescla cultura tradicional paraense e do resto do mundo, indo das sonoridades amazônicas até a multiplicidade da música pop. Com seu segundo álbum – Em Cada Verso Um Contra-Ataque – lançado em 2016 pelo edital Natura Musical – AÍLA recebeu indicações a prêmios importantes, como melhor videoclipe no WME Awards.
O disco contou com uma composição inédita de Chico César e outra em parceria com Dona Onete, trazendo uma sonoridade pop, que flerta com as distorções do rock e ao mesmo tempo com os beats eletrônicos.
Veja também:
O álbum mais recente de AÍLA – Sentimental – é de 2021 e traz uma imersão ainda maior nos ritmos populares brasileiros, exaltando a música pop da Amazônia, numa mistura de brega, com calypso, brega funk, pisadinha e pagodão. Conta com participações de nomes como Rincon Sapiência e Luísa e Os Alquimistas.
Em 2023, a música Me Liga, de AÍLA em parceria com o recifense Jáder, entrou para a trilha da aclamada série brasileira Cangaço Novo.
Conheça o trabalho de AÍLA:
Karen Francis

Karen Francis é uma representante distinta de Afrobeats e R&B contemporâneos produzidos no Norte do país.
A voz potente, a lírica sensível e a musicalidade que une raízes da música negra, sonoridades africanas e influências de rap e MPB marcam as melodias da cantora, compositora e instrumentista, natural de Maués, no interior do Amazonas, e crescida na capital, Manaus.
Filha de mãe moçambicana e pai brasileiro, Karen cresceu rodeada por muitas referências musicais, já que o pai era missionário de uma igreja evangélica e ela bebeu diretamente dessas influências: “Aprendi a tocar e, aos quatro anos, cantei sozinha pela primeira vez na igreja”, conta ela, que – aos 13 anos – começou a compor.
Ao viajar para Moçambique com a mãe, conheceu o afrobeat, ritmo que hoje é a marca registrada de suas faixas. Sua vivência itinerante, unida à nacionalidade da mãe, são as principais influências do estilo que desenvolve hoje. Suas composições trazem letras que falam de amor, relacionamentos e afetos, sempre trazendo temas ligados à questão racial e a representação da negritude no Amazonas.
O EP de estreia Karen Francis – Acontecer – é de 2018, e ganhou uma versão Ao Vivo, em 2021.
Em 2022, a artista foi destaque na programação do festival Primavera Sound, em sua primeira edição em São Paulo, e foi anunciada uma das selecionadas da turma 2023 do Black Voices Music/Fundo Vozes Negras, uma iniciativa do YouTube.
Em 2023, ela também foi uma das selecionadas para se apresentar no Pitching Show do Rio2C, considerado o maior evento de criatividade e inovação da América Latina.
Em uma nova era da carreira, Karen Francis lançou seu primeiro álbum, Anos Luz, em setembro de 2023, ano em que também foi indicada ao Prêmio Multishow, na Categoria Brasil, representando o Amazonas, com a música Cardume. Karen foi a primeira artista amazonense indicada ao prêmio.
Conheça o trabalho de Karen Francis:
por Lívia Nolla



