Novabrasil
Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara admite falta de planejamento para evitar tragédias
Presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara admite falta de planejamento para evitar tragédias
Rafael Prudente (MDB-DF) afirmou que os brasileiros estão "pagando o preço de um planejamento que não foi feito no passado"
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara Federal iniciou as atividades legislativas de 2024 tardiamente. A reunião de instalação do órgão e eleição dos representantes só aconteceram no último dia 24 de abril, 79 dias depois da primeira sessão da Câmara, que ocorreu no dia 5 de fevereiro.
Depois do início da tragédia ambiental que atinge o Rio Grande do Sul, a comissão voltou a se reunir nesta semana para dar andamento aos 30 projetos com relatórios já prontos para entrar em pauta, e os outros 500 que o órgão deve analisar.
Em entrevista ao Jornal Nova Manhã nesta terça-feira (7), o presidente da comissão, deputado Rafael Prudente (MDB-DF), admitiu que o Congresso falhou na questão ambiental:
“Falta legislação, falta cooperação, falta acordo, falta previsibilidade. Tivemos uma tragédia no Rio Grande do Sul no ano passado e tivemos a pandemia no mandato anterior”, afirmou o parlamentar ao comentar sobre as decisões tomadas na reunião dos líderes partidários.
Prudente disse que o Congresso deixará a cargo do executivo pautar o parlamento sobre as respostas ao Rio Grande do Sul.
“Nós achamos por bem essa coordenação ficar com duas pessoas, com o presidente da República e o governador do Rio Grande do Sul. Cada um sabe o que todos os municípios estão passando, principalmente o governador”, apontou o deputado.
Veja também:
O estado do Rio Grande do Sul paga anualmente uma dívida um pouco maior do que R$ 2 bilhões e, segundo Prudente, está sendo discutida a suspensão da dívida para a reconstrução do estado, devastado pelas enchentes.
Sem citar o PL 364/19, que altera o código florestal brasileiro, que derruba campos naturais e vai colocar em risco 48 milhões de hectares em todos os biomas brasileiros, o deputado sinalizou que é preciso elaborar uma legislação específica, com orçamento de guerra previamente aprovado, para uma resposta mais rápida.
O PL 364/19 vai afetar principalmente o Pantanal, o Cerrado e os Pampas, bioma predominante na região sul do país e foi aprovado pela Constituição de Constituição e Justiça da Câmara no dia 20 de março. O texto segue para análise tanto da Câmara quanto do Senado.



