“Não tenho medo de ser a escolhida para disputar a Presidência da República em 2026”, diz Tereza Cristina

Diego Amorim
14:09 18.04.2024
Jornalismo

“Não tenho medo de ser a escolhida para disputar a Presidência da República em 2026”, diz Tereza Cristina

Desde os tempos de ministra da Agricultura do governo Bolsonaro, Cristina é ventilada como possível candidata em chapa presidencial

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- 18.04.2024 - 14:09
“Não tenho medo de ser a escolhida para disputar a Presidência da República em 2026”, diz Tereza Cristina
Tereza Cristina. Foto: Agência Brasil

Em entrevista à Novabrasil nesta quinta-feira (18), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) disse não ter medo de ser, eventualmente, a escolhida do campo da direita para disputar a Presidência da República em 2026.

Desde os tempos de ministra da Agricultura do governo Bolsonaro, Cristina é ventilada como possível candidata em chapa presidencial.

“Meu nome realmente tem aparecido já há algum tempo em várias conversas, e a própria imprensa comenta. Mas ninguém é candidato de si mesmo. Se meu nome for o nome, eu não tenho medo. Quero estar pronta, se isso acontecer. Mas está muito distante, tem muita coisa para acontecer, ainda está no campo das especulações”, comentou.

Confira abaixo:

Ao dizer que “o campo conservador no Brasil tem de estar unido e junto para em 2026 disputar”, a senadora citou nomes como o do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o de Goiás, Ronaldo Caiado — “este, sim, em campanha já, colocando o seu nome à disposição”, emendou ela.

“Nós temos vários nomes que, mais para frente, vão ser avaliados”, afirmou.

A ex-ministra de Bolsonaro disse, ainda, que as eleições de 2026 passam pelas disputas municipais deste ano. “Estas eleições de outubro serão importantes. Vamos ver como vai ficar, no final, a fotografia: se a esquerda ou a direita vai avançar mais nos estados. Não é determinante, mas isso ajuda muito”, disse.

Reforma agrária e MST

A senadora também criticou o governo Lula por, no entender dela, “incentivar invasão de terra”. O MST intensificou ações neste mês, conhecido como “abril vermelho”.

“Fico muito triste quando vejo o governo incentivando invasão de terra. Isso é inadmissível. Está na nossa Constituição o respeito à propriedade. É claro que temos terras improdutivas, mas invadir e incitar invasão é inadmissível. Não precisamos disso”, disse a ex-ministra.

Veja também:

As invasões, na avaliação de Cristina, são um ponto crucial que dificultam a aproximação do governo Lula com o agronegócio. “Esse ponto não deixa a reaproximação acontecer. Se tem uma coisa que o produtor rechaça, é a invasão. E com razão, porque é crime. Fica muito difícil o setor se aproximar de um governo que parece que não gosta muito do setor”, acrescentou.

Cristina afirmou que o governo “tem tudo para fazer a reforma agrária”, mas ponderou que há muita “politicagem” em torno do tema.

“Precisamos parar de demagogia. Tem terra para todo mundo no Brasil. O Incra tem um cadastro de terras. O cadastro é para todos, não somente para quem está à beira da estrada. Nem precisariam estar nessas condições, se não quisessem fazer politicagem. Precisamos de uma política séria e constante para a reforma agrária acontecer. E não é só a terra. É dar condições para aqueles que estão na terra. Tem muito assentamento que não tem água potável. Falta política pública que chegue na ponta”, comentou.

Eleição no Senado

Ainda na entrevista à Novabrasil FM, Tereza Cristina disse que Davi Alcolumbe (União-AP) “é hoje o nome mais forte” para suceder Rodrigo Pacheco (PSD-MG) no comando do Senado — a eleição será em fevereiro de 2025.

“O Davi não vai ter uma eleição sem concorrentes, mas é hoje o nome mais forte que nós temos para presidir o Senado Federal”, disse.

Segundo ela, as mulheres do Senado também estão se organizando. Ela deu como exemplo o fato de a colega Eliziane Gama (PSD-MA) já ter se lançado como pré-candidata na disputa interna.

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