25 anos sem Jovelina Pérola Negra

Lívia Nolla
10:00 02.11.2023
Jornalismo

25 anos sem Jovelina Pérola Negra

Hoje, dia 02 de novembro de 2023, completamos exatos 25 anos sem Jovelina Pérola Negra! Um dos grandes nomes do nosso samba, a cantora e compositora morreu em 1998, após sofrer um infarto, aos 54 anos. Grande lenda da nossa música, Jovelina Pérola Negra contribuiu imensamente para a história da cultura e da … Continued

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- 02.11.2023 - 10:00
25 anos sem Jovelina Pérola Negra
Jovelina Pérola Negra. | Foto: Montagem/ Reprodução
por Lívia Nolla
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Jovelina Pérola Negra. | Foto: Montagem/ Reprodução

Hoje, dia 02 de novembro de 2023, completamos exatos 25 anos sem Jovelina Pérola Negra!

Um dos grandes nomes do nosso samba, a cantora e compositora morreu em 1998, após sofrer um infarto, aos 54 anos.

Grande lenda da nossa música, Jovelina Pérola Negra contribuiu imensamente para a história da cultura e da música afro-brasileira.

Nascida no subúrbio do Rio de Janeiro, em 1944, Jovelina Pérola Negra escutou muito Clementina de Jesus e herdou dela o estilo de cantar e de defender a sua música. Assim como sua ídola, Jovelina também trabalhou como doméstica e lavadeira antes de fazer sucesso no mundo artístico.

Pastora do Império Serrano, no início da década de 1980 – ao lado de Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Fundo de Quintal, entre muitos outros – participou do Pagode da Tamarineira, do Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos.  Desta geração de sambistas, surgiu o que se convencionou chamar “Pagode Carioca”, com tradição musical mais ligada ao partido-alto.

Fã também de Bezerra da Silva, Jovelina começou a cantar seus sambas no Vegas Sport Clube, levada pelo amigo Dejalmir, que também lançou o nome Jovelina Pérola Negra, em homenagem à sua cor reluzente.

Em 1985, ao lado de Zeca Pagodinho, Mauro Diniz, Pedrinho da Flor e Elaine Machado, Jovelina participou da coletânea Raça Brasileira, na qual interpretou duas composições que viriam a ser seus primeiros sucessos: Bagaço da Laranja (de Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho), cantada em dueto com Zeca Pagodinho; e Feirinha da Pavuna, composição de sua autoria. O primeiro disco solo veio no mesmo ano.

Com seu canto forte, gravou cinco álbuns individuais, conquistando um Disco de Platina. Outros grandes sucessos foram: Luz do Repente (de Arlindo Cruz, Franco e Marquinho PQD), No Mesmo Manto (de Beto Correia e Lúcio Curvello) e Garota Zona Sul (de Guará).

O estilo muito pessoal de Jovelina Pérola Negra conquistou muitos fãs no meio artístico, levando até mesmo Maria Bethânia a uma apresentação no Terreirão do Samba, na Praça Onze de Junho, de onde a diva da música popular brasileira só saiu depois de ouvir “dona Jove versar”.

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Apesar da imensidão de sua voz e de seu legado para a música negra brasileira, Jovelina Pérola Negra era grande demais para um Brasil tomado pelo racismo estrutural e pela intolerância religiosa. Seu sucesso chegou tardiamente e ela não realizou o sonho de “ganhar muito dinheiro e dar aos filhos tudo o que não teve”. Ela faleceu muito cedo, mas não sem antes influenciar uma gama de artistas brasileiros – que hoje celebram a  importância gigantesca de sua presença na nossa cultura e para o nosso povo.

Dos seus três filhos, a filha do meio, Cassiana, também seguiu carreira como cantora. Mas Jovelina Pérola Negra também é tia do cantor, ator e compositor Seu Jorge.

Alcione homenageou a Pérola Negra no seu disco Profissão Cantora, de 1995. A faixa 4 do disco é um pot-pourri com os sucessos de Jovelina: Sorriso Aberto (Guará); Liberdade Plena (Beto Correia e Lúcio Curvello); Luz do Repente (Arlindo Cruz, Franco e Marquinho PQD); Menina Você Bebeu (Beto Sem Braço, Arlindo Cruz e Acyr Marques) e Bagaço da Laranja (Zeca Pagodinho e Arlindo Cruz).

Em janeiro de 2012, foi inaugurada a Arena Carioca Jovelina Pérola Negra, na Praça Ênio, no centro de Pavuna, Rio de Janeiro, bairro onde a artista morou. Com mais de 1600 metros quadrado e três andares, o espaço cultural contém em suas instalações oficinas educativas e colônia de férias para crianças carentes, além de salas para exibição de cinema, teatro e shows.

Viva a eterna e maravilhosa, Jovelina Pérola Negra!

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