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No aniversário de Mário de Andrade, veja 5 poemas do escritor
No aniversário de Mário de Andrade, veja 5 poemas do escritor
Nascido na cidade de São Paulo em 9 de outubro de 1893, Mário de Andrade é considerado um dos maiores escritores modernistas de todos os tempos. O artista faleceu em sua cidade natal, aos 51 anos, em 25 de fevereiro de 1945, mas deixou um legado incrível para a literatura. Vida e carreira de Mário … Continued
Nascido na cidade de São Paulo em 9 de outubro de 1893, Mário de Andrade é considerado um dos maiores escritores modernistas de todos os tempos. O artista faleceu em sua cidade natal, aos 51 anos, em 25 de fevereiro de 1945, mas deixou um legado incrível para a literatura.
Vida e carreira de Mário de Andrade
Vindo de família humilde, Mário desde cedo mostrou interesse pelas artes, principalmente a literatura.
Seu primeiro livro, Há uma Gota de Sangue em cada Poema, foi lançado quando tinha ainda 24 anos.
Mais tarde, ele viria a se tornar Catedrático de História da Música no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e auxiliar na Semana de Arte Moderna (1922), ao lado de diversos artistas.
Mário de Andrade foi um dos grandes precursores do modernismo. Tanto que se juntou com Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti e Menotti del Picchia para formar o grupo modernista que ficou conhecido como o Grupo dos Cinco.
Uma de suas principais obras que é amplamente conhecida até hoje e estudada em escolas é Macunaíma, que foi um verdadeiro presente para a literatura brasileira.

5 poemas de Mário de Andrade
A seguir, veja os 5 poemas de Mário de Andrade que separamos para você:
Na rua Aurora eu nasci
Na rua Aurora eu nasci
Na aurora da minha vida
E numa aurora cresci.
No largo do Paissandu
Sonhei, foi luta renhida,
Fiquei pobre e me vi nu.
Nesta rua Lopes Chaves
Envelheço, e envergonhado
Nem sei quem foi Lopes Chaves.
Mamãe! me dá essa lua,
Ser esquecido e ignorado
Como esses nomes da rua.
O trovador
Sentimentos em mim do asperamente
dos homens das primeiras eras…
As primaveras de sarcasmo
intermitentemente no meu coração arlequinal…
Intermitentemente…
Outras vezes é um doente, um frio
na minha alma doente como um longo som redondo…
Cantabona! Cantabona!
Dlorom…
Sou um tupi tangendo um alaúde!
Paisagem nº3
Chove?
Sorri uma garoa de cinza,
Muito triste, como um tristemente longo…
A Casa Kosmos não tem impermeáveis em liquidação…
Mas neste Largo do Arouche
Posso abrir o meu guarda-chuva paradoxal,
Este lírico plátano de rendas mar…
Ali em frente… – Mário, põe a máscara!
-Tens razão, minha Loucura, tens razão.
O rei de Tule jogou a taça ao mar…
Veja também:
Os homens passam encharcados…
Os reflexos dos vultos curtos
Mancham o petit-pavé…
As rolas da Normal
Esvoaçam entre os dedos da garoa…
(E si pusesse um verso de Crisfal
No De Profundis?…)
De repente
Um raio de Sol arisco
Risca o chuvisco ao meio.
Acalanto da Pensão Azul
Oh heticas maravilhos
Dos tempos quentes do Romantismo,
Maças coradas olhos de abismo,
Donas perversas e perigosas,
Oh heticas maravilhosas!
Não vos compreendo, sois de outras eras,
Fazei de pressa o pneumotorax
Mulheres de Anto e de Dumas Filho!
E então seremos bem mais felizes,
Eu sem receio do vosso brilho,
Vós sem bacilos nem hemoptises,
Oh heticas maravilhosas!
Descobrimento
Abancado à escrivaninha em São Paulo
Na minha casa da rua Lopes Chaves
De supetão senti um friúme por dentro.
Fiquei trêmulo, muito comovido
Com o livro palerma olhando pra mim.
Não vê que me lembrei que lá no Norte, meu Deus!
muito longe de mim
Na escuridão ativa da noite que caiu
Um homem pálido magro de cabelo escorrendo nos olhos,
Depois de fazer uma pele com a borracha do dia,
Faz pouco se deitou, está dormindo.
Esse homem é brasileiro que nem eu.
E aí, gostou de ler e aprender mais sobre Mário de Andrade? Continue acompanhando a Novabrasil para mais conteúdos como este!


