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Festival de Avignon recebe espetáculo brasileiro estrelado por Julia Setúbal
Festival de Avignon recebe espetáculo brasileiro estrelado por Julia Setúbal
Escrita e dirigida por João Paulo Lorenzon, a peça "Nunca se tem tanta força como quando não se tem força nenhuma" investiga os limites da vulnerabilidade feminina

O cenário das artes cênicas nacionais ganha um destaque imenso na Europa neste semestre. Recentemente, foi confirmada a participação do espetáculo solo “Nunca se tem tanta força como quando não se tem força nenhuma” em um dos maiores palcos do mundo. A produção brasileira integra a programação oficial do prestigiado Festival de Avignon, que acontece na França durante o mês de julho. Além disso, o momento marca a estreia internacional da atriz Julia Setúbal, que consolida uma transição artística brilhante de sua carreira.
Da psicologia aos palcos de Nova York
Existe uma delicadeza particular em recomeçar sem apagar quem se foi antes. Foi exatamente desse lugar que Julia Setúbal se aproximou do universo da atuação. Portanto, sua nova fase não surgiu como uma ruptura, mas sim como a continuidade de uma trajetória marcada pela escuta atenta desenvolvida em sua sólida carreira na psicologia. Com efeito, ela passou a direcionar sua vida para os palcos a partir de uma busca íntima por expressão e presença física.
Dessa forma, a atriz investiu intensamente em formação técnica e pesquisa corporal nos últimos anos. Parte fundamental dessa trajetória aconteceu em Nova York, no tradicional Susan Batson Studio, renomado por preparar astros de Hollywood.
Vulnerabilidade e potência em cena na França
Nesse sentido, o espetáculo que desembarca no Festival de Avignon é profundamente inspirado no universo visceral da dramaturga britânica Sarah Kane. A narrativa investiga de perto os limites tênues entre a identidade, a resistência e o colapso emocional. Inclusive, a encenação propõe uma reflexão sensorial sobre o que permanece vivo dentro de nós quando todas as certezas parecem ruir ao redor.
“O que é a força para uma mulher que não tem mais nada a perder? É precisamente onde somos mais frágeis, mais precários, mais expostos, que algo vital resiste, pulsa e se recusa a desaparecer”, explica o diretor João Paulo Lorenzon.
Consequentemente, o corpo da atriz ocupa o papel central de toda a narrativa. É nele que se inscrevem os conflitos antigos, as normas sociais rígidas e os desejos reprimidos. Para os leitores apaixonados que adoram descobrir o impacto global da nossa produção de música e teatro, o espetáculo promete ser uma das experiências mais intensas do ano.
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Uma atmosfera de tempestades internas
Assim, a montagem conduz o público por uma atmosfera densa, que remete a mares profundos e tempestades psicológicas internas. Ademais, a circulação da obra pela Europa valida a coragem da atriz de transformar a própria experiência humana em arte viva. Certamente, o circuito internacional ganha um reforço de peso com essa representação brasileira de alta intensidade emocional.
Serviço do Espetáculo:
- Peça: Nunca se tem tanta força como quando não se tem força nenhuma
- Evento: Festival Off Avignon 2026
- Local: Théâtre des Vents (63 rue Guillaume Puy, Avignon, França)
- Datas: 19, 21 e 23 de julho de 2026 às 21h30
- Duração: 50 minutos


