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Dor no peito: 6 primeiros socorros que podem salvar vidas, segundo cardiologista
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Dor no peito: 6 primeiros socorros que podem salvar vidas, segundo cardiologista
Sintoma pode ter causas diferentes, mas pode indicar infarto; agir rápido e chamar o socorro faz diferença nas chances de sobrevivência e nas sequelas

A dor no peito está entre os sinais que mais exigem atenção imediata. Embora nem sempre tenha origem cardíaca, ela pode ser um alerta de infarto e, nesses casos, os primeiros minutos são decisivos para reduzir o risco de morte e de danos permanentes ao coração.
O cardiologista Carlos Alberto Pastore ressalta que a reação inicial deve ser organizada e rápida. “Tempo é músculo”, afirma o médico, ao destacar que atrasos no atendimento podem significar uma área maior do coração comprometida de forma irreversível.
Na avaliação dos especialistas, um dos fatores que mais pesam no desfecho é o intervalo entre o início dos sintomas e o atendimento adequado. Por isso, a orientação é tratar a suspeita como emergência, mesmo quando os sinais parecem leves no começo.

O que fazer nos primeiros minutos
- Mantenha a pessoa em repouso: evite qualquer esforço. O ideal é ficar sentada e levemente inclinada, ou deitada com a cabeceira elevada, para reduzir a sobrecarga do coração e a demanda de oxigênio do corpo.
- Ligue imediatamente para o serviço de emergência (192): Não espere “passar”. Muitos infartos começam discretos e podem piorar rapidamente. “O atendimento precoce pode permitir intervenções ainda na ambulância”, explica Pastore.
- Afrouxe roupas apertadas: Gravatas, cintos e peças justas podem aumentar o desconforto e a sensação de sufocamento. Medidas simples também ajudam a reduzir a ansiedade, que pode agravar o quadro.
- Observe os sintomas com atenção: Entre os sinais clássicos estão dor em aperto ou pressão no peito, com possível irradiação para braço, mandíbula ou costas, além de suor frio, náusea, tontura e falta de ar. O cardiologista alerta que, em idosos, mulheres e pessoas com diabetes, os sintomas podem ser mais discretos, o que exige atenção redobrada.
- Não ofereça alimentos ou bebidas: A ingestão pode atrapalhar caso sejam necessários procedimentos urgentes. Além disso, náuseas e vômitos são comuns, elevando o risco de engasgo.
- Evite dar medicamentos por conta própria: A aspirina pode ser usada em alguns casos por ajudar a reduzir a formação de coágulos, mas não é uma regra para todos. O uso sem orientação pode trazer riscos, especialmente em pessoas com alergias, histórico de sangramentos ou quando ainda há dúvidas sobre a causa da dor.
Outro ponto importante é não deixar a pessoa sozinha. A observação contínua ajuda a perceber rapidamente sinais de piora, como desmaio ou parada cardíaca, quando pode ser necessário iniciar manobras de reanimação.
Pastore também chama atenção para um erro frequente: tentar levar o paciente ao hospital por conta própria. Sempre que possível, o transporte deve ser feito por uma equipe de emergência, preparada para agir durante o trajeto.
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Em caso de dúvida, a recomendação é agir como se fosse uma urgência. “Não é excesso de zelo: rapidez na resposta pode salvar vidas”, alerta o cardiologista.
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