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Pobreza nas metrópoles cai ao menor nível desde 2012, mas desigualdade volta a crescer
Pobreza nas metrópoles cai ao menor nível desde 2012, mas desigualdade volta a crescer
Pobreza recua ao menor nível em 13 anos nas metrópoles, mas quem mais ganhou foram os mais ricos

O Brasil teve, em 2025, o menor índice de pobreza nas regiões metropolitanas desde 2012. A taxa caiu para 18%, o que significa que cerca de 15 milhões de moradores ainda vivem abaixo da linha da pobreza, mas 10 milhões de pessoas saíram dessa condição nos últimos quatro anos. Os dados são do Boletim Desigualdade nas Metrópoles, da PUC-RS e do Observatório das Metrópoles.
A renda média nas metrópoles também bateu recorde: R$ 2.766 por pessoa. Na prática, mais brasileiros estão ganhando mais. Mas o que o levantamento também mostra é que esse crescimento não chegou igual para todo mundo.
Os 40% mais pobres tiveram alta de 4,2% na renda. Os 10% mais ricos, de 9,1%. A distância entre os dois grupos, que já era grande, ficou maior. Em 2025, os mais ricos ganhavam em média 16 vezes mais do que os mais pobres. “Todo mundo ganhou, mas ganhou de forma desproporcional”, resumiu Marcelo Ribeiro, coordenador do estudo.
Segundo os pesquisadores, quem tem emprego formal e dinheiro investido saiu na frente. A recuperação do mercado de trabalho beneficiou todos, mas os rendimentos de aplicações financeiras, acessíveis principalmente a quem já ganha mais, ampliaram a distância entre os grupos.
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O índice de Gini, que mede a concentração de renda numa escala de zero a um sendo um o grau máximo de desigualdade, subiu de 0,533 para 0,541 nas metrópoles brasileiras. Para 2026, os pesquisadores não veem sinais de um novo ciclo de aumento. A tendência, segundo eles, é de estabilização.


