Hoje, dia 04 de agosto, completamos cinco anos sem um dos maiores e mais irreverentes nomes da música popular brasileira de todos os tempos, Luiz Melodia, que nos deixou e, órfãos de seu talento, carisma e genialidade em 2017, aos 66 anos, vítima de um raro tipo de câncer.

O cantor e compositor carioca nasceu no Morro do Estácio, em 1951, e descobriu o amor pela música ainda criança, ao ver o pai – sambista e compositor de quem herdou o nome artístico – tocando em casa.

Em 1963 – aos 12 anos – já tocava, cantava e compunha e começou a carreira se apresentando na noite carioca e frequentando os sambas dos morros da cidade. No ano seguinte, formou o conjunto Os Intocáveis, em que tocava sucessos da Jovem Guarda e da Bossa Nova. A mescla dessas influências com o soul, o blues e o rock’n roll, formou a sua identidade musical única e original.

Melodia lançou o seu primeiro e antológico disco, Pérola Negra, em 1973, que contava com o grande sucesso da faixa-título, canção que o projetou nacionalmente dois anos antes, quando gravada por Gal Costa em seu clássico disco Gal a Todo Vapor, de 1971.

Depois de ser apresentada a Luiz Melodia por Wally Salomão e Torquato Neto – que descobriram o artista tocando no Morro do Estácio – Gal passou a considerá-lo um de seus compositores preferidos da vida. No ano seguinte à gravação de Gal, Maria Bethânia gravou o grande sucesso de Estácio Holly Estácio, em seu álbum Drama, projetando de vez Melô para o Brasil inteiro.

Em 1975, com sua canção Ébano, Luiz Melodia chegou à final do Festival Abertura, da Rede Globo. Em 1976, no seu segundo disco Maravilhas Contemporâneas, com o sucesso da canção Juventude Transviada, consolidou-se de vez como um dos maiores nomes da nossa música.

Conhecido nacional e internacionalmente, passa a fazer diversas parcerias de sucesso e – ao longo dos anos – lançando mais de 15 discos e outros grandes clássicos em sua inconfundível voz, como: Magrelinha, Vale Quanto Pesa, Farrapo Humano, Fadas, Presente Cotidiano, Dores de Amores, Congênito, Diz Que Fui Por Aí (de Zé Keti e Hortêncio Rocha), Codinome Beija-Flor (de Cazuza, Ezequiel Neves e Reinaldo Arias) e Negro Gato (de Getúlio Cortes).

Cinco anos de saudade! Pra sempre, Melô!

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