A semana de 27 de junho a 03 de julho é recheada de aniversariantes especiais na MPB! Além de Raul Seixas, Marisa Monte e Alceu Valença, trouxemos mais alguns nomes incríveis da música popular brasileira que completam anos esta semana: Zezé Motta, Otto, Dado Villa-Lobos e Tony Bellotto.

Vamos lá para a primeira parte dos nossos homenageados da semana:

27 de junho |  Zezé Motta

A atriz e cantora nascida em Campos dos Goytacazes, interior fluminense, completa 78 anos em 27 de junho de 2022 e é considerada uma das maiores e mais completas artistas do país e um expoente da cultura afro-brasileira.

Muito premiada e com forte atuação no teatro desde os anos 60, Zezé Motta fez sua estreia profissional na peça Roda Viva, de Chico Buarque, em 1968. Logo foi reconhecida por seu talento e por sua potência vocal, seguindo também uma carreira profissional como cantora.

No mesmo ano, estreou na televisão e passou a integrar o elenco de diversas produções na TV, até ser aclamada nacionalmente por sua atuação no filme Xica da Silva, de Cacá Diegues, em 1976, pelo qual recebeu os principais prêmios do cinema brasileiro.

Sua carreira de cantora teve início em 1971, em casas noturnas paulistanas. Seu pai, que era motorista, também escrevia músicas e cantava eventualmente na noite quando estava de folga do trabalho, e a incentivou a cantar e compor. Em 1975, Zezé lançou seu primeiro disco, em parceria com Gerson Conrad, que integrou o conjunto Secos & Molhados.

Em 78, seu primeiro disco solo traz composições de Luiz Melodia, Leci Brandão, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Moraes Moreira e Rita Lee, entre outros.

Em mais de 50 anos de carreira, Zezé Motta gravou 14 discos, mais de 35 novelas e mais de 40 filmes. Símbolo de luta e resistência, é uma das maiores ativistas do movimento negro no Brasil e trabalha incansavelmente até os dias de hoje por mais espaço para o ator negro na teledramaturgia nacional.

 

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28 de junho | Otto

O cantor, compositor, percussionista e produtor pernambucano, Otto, nasceu em 28 de junho de 1968 e é considerado um dos grandes nomes da música atual.

Sempre embalado pelo som de influências locais (não só do Recife, onde foi viver e conheceu de perto o movimento do manguebeat – como de todo o Brasil), começou a interessar-se também pela música eletrônica quando mudou-se para São Paulo.

Resgatando ritmos brasileiros e fundindo-os ao som eletrônico, unindo raiz e modernidade, lançou – em 1998 – o seu primeiro disco, Samba pra Burro, depois de ter sido percussionista da primeira formação da Nação Zumbi e também lançado dois discos com o Mundo Livre S/A.

Com um trabalho único e inventivo, Otto faz uma colagem de maracatu com drum’n’bass, de forró com rap, e algumas de suas melodias remetem às cantigas de roda. Logo, tornou-se sucesso nacional e internacional. Desde então são quase 10 discos, entre eles os aclamados Ottomatopeia e Certa Manhã Acordei de Sonhos Intranquilos.

 

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29 de junho | Dado Villa-Lobos

Dado Villa-Lobos nasceu em Bruxelas, na Bélgica, em 29 de junho de 1965. Seu pai era diplomata e tocava piano clássico, o que fez o guitarrista ter contato com a música desde muito cedo. Ele é também sobrinho-neto do compositor clássico Heitor Villa-Lobos.

Aos 14 anos, chega a Brasília depois de ter morado na Iugoslávia, no Uruguai e na França. Em 1979, quando os seus pais se separaram, Dado foi morar em Brasília, junto com os filhos de sua madrasta: Dinho e Ico Ouro Preto.

Em 1981, junto com Dinho, no baixo, Loro Jones na guitarra, Marcelo Bonfá na bateria e Pedro Thompson Flores nos teclados, formou a banda Dado e o Reino Animal. Com o som instrumental, a banda fez apenas um show e se destacou por ser a primeira banda da Turma da Colina (movimento punk rock de Brasília) a ter teclados.

Depois disso, Dado entrou para a Legião Urbana, ao lado de Renato Russo e Marcelo Bonfá e, com eles, atuou como guitarrista e compositor por 14 anos, até a morte de Renato, em 1996.

A Legião Urbana é uma das mais importantes bandas do cenário rock brasileiro de todos os tempos e fez história com suas canções, consagradas até os dias de hoje, influenciando toda uma geração para sempre. Suas letras geniais – carregadas de ideais, sensibilidade e críticas sociais – e sua interpretação única, ainda hoje carregam uma “legião” de fãs pelo Brasil inteiro.

Dado assina composições de clássicos, junto a Renato e Bonfá, como:

  • Giz;
  • Há Tempos;
  • Meninos e Meninas;
  • O Mundo Anda Tão Complicado;
  • Pais e Filhos;
  • O Teatro dos Vampiros;
  • Quando o Sol Bater na Janela do Seu Quarto;
  • Vento no Litoral;
  • Quase Sem Querer;
  • e Será.

Após o fim da banda, Dado compôs trilhas para filmes, teve uma produtora e lançou alguns artistas nacionalmente, e também lançou-se em carreira solo, tendo o seu disco de estreia – Jardim de Cactus – Ao Vivo – em 2005.

Além disso, apresentou um programa musical no Canal Bis, participou de discos e shows de outros artistas e voltou algumas vezes com a Legião Urbana – ao lado de Marcelo Bonfá e convidados – para tributos e homenagens.

30 de junho | Tony Bellotto

O músico e escritor paulistano nascido em 30 de junho de 1960, integra a banda de rock Titãs desde a sua primeira formação – há 40 anos – até os dias de hoje, participando dos mais de 20 discos da banda, como guitarrista, violonista e compositor – e agora mais recentemente, como vocalista – e tendo vencido o Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro, em 2009, com o disco Sacos Plásticos.

Com influências diversas, o Titãs é uma das mais importantes bandas da história do nosso país, tendo vendido mais de seis milhões de discos ao longo de toda a sua carreira e influenciado uma geração que veio depois.

Ao lado de seus companheiros de banda, Tony Bellotto assina composições de clássicos como:

  • Domingo (com Sérgio Britto);
  • Família (com Arnaldo Antunes);
  • Flores (com Charles Gavin, Paulo Miklos e Sérgio Britto);
  • Isso e Polícia (só dele);
  • O Pulso (com Arnaldo e Marcelo Fromer);
  • Lugar Nenhum (com Sérgio, Arnaldo, Charles e Marcelo);
  • Pra Dizer Adeus (com Nando Reis);
  • Sonífera Ilha (com Fromer, Branco Mello, Ciro Pessoa e Carlos Barmack, o único não Titã);
  • e Televisão (com Fromer e Arnaldo).

Tony também é apresentador, colunista e escritor. Especializado no gênero policial, já lançou quatro romances com o investigador Bellini e os dois primeiros viraram filmes. Além disso, escreveu outros diversos livros, entre eles um infantil, chamado Família.

Parabéns, Zezé Motta, Otto, Dado Villa-Lobos e Tony Bellotto!