Hoje temos motivos de sobra para comemorar! Nosso imortal, patrimônio vivo da cultura brasileira, um dos maiores nomes da nossa música de todos os tempos – o grande mestre, Gilberto Gil – completa 80 anos de idade.

Cantor, compositor, exímio multi-instrumentista e produtor musical, a contribuição do baiano para a música e para a cultura brasileira é histórica e imensurável. Sua rica produção fonográfica, em plena atividade até os dias de hoje, soma – ao todo – quase 60 álbuns e em torno de 4 milhões de cópias vendidas.

Sua musicalidade, desde sempre, tomou formas rítmicas e melódicas muito pessoais e Gil canta – como ninguém – sobre o regionalismo, as histórias e a realidade do nosso país e do povo brasileiro.

Foto: Instagram @gilbertogil

Versátil, bebe de várias fontes. Sua música tem influências de gêneros tradicionalmente brasileiros como o samba, o baião e o forró, e também do rock, da música africana, do reggae, do funk e do jazz.

O baiano, nascido em Salvador, foi responsável – ao lado de Caetano Veloso, Gal Costa, Tom Zé, Os Mutantes, Torquato Neto, Rogério Duprat, Capinan e outros artistas – por um movimento que transformou a música brasileira para sempre: a Tropicália.

Entenda a relação do movimento tropicalista com a música popular brasileira

Conhecido mundialmente, Gilberto Gil já venceu nove Grammys, entre Estadunidenses e Latinos, e já realizou turnês pelas Américas, Ásia, África e Oceania. 

Difícil encontrar um grande nome da música popular brasileira que não tenha gravado uma música dele ou sido influenciado por Gilberto Gil. Ele é uma referência, tanto para os que começaram na mesma época, como para os que vieram depois e também para os que continuam a surgir no cenário nacional a cada dia.

Entre tantos dos seus maiores sucessos, estão: Domingo no Parque; Aquele Abraço; Cérebro Eletrônico; Expresso 2222; Filhos de Gandhi; Refazenda; Refavela; Realce; Toda Menina Baiana; Drão; Esotérico; Esperando na Janela (de Targino Gondim, Manuca Almeida e Raimundinho do Acordeon); Vamos Fugir (parceria com Liminha), Ilê Ayê (de Paulinho Camafeu); Chiclete com Banana (de Gordurinha e Almira Castilho); Bat Macumba, Panis Et Circenses, Haiti e Divino Maravilhoso (essas quatro últimas em parceria com Caetano Veloso); entre tantos outros.

Desde o ano passado, em comemoração às suas oito décadas de vida, Gil está se apresentando ao redor do mundo, acompanhado por vários de seus filhos e netos (ele também construiu uma grande família, recheada de músicos e artistas talentosos!), na turnê Gil in Concert. Recentemente, o artista estreou um reality documental com a família, em que mostra a preparação para a turnê. A partir da data de hoje, também em comemoração aos 80 anos de vida de Gil, ele também apresenta o show Gilberto Gil & Family – Nós A Gente, em turnê mundial.

Outras diversas ações foram realizadas por conta dos 80 anos do baiano, como nós contamos aqui. Aliás, você já escutou a audiobiografia de Gilberto Gil no Podcast original Novabrasil, Acervo MPB? Gil foi um dos nossos homenageados da segunda temporada. É imperdível! 

Também no ano passado, Gilberto Gil – que pra nós já era imortal, pela relevância de sua obra – foi efetivamente eleito imortal pela Academia Brasileira de Letras (ABL) para ocupar a cadeira de número 20. Ele é o primeiro representante de música popular brasileira na Academia e tomou posse em abril deste ano, em uma emocionante e merecida cerimônia.

Aquele Abraço, Gilberto Gil! Nossa eterna gratidão por tudo o que você representa para o nosso Brasil! É um orgulho saber que temos um brasileiro como Gil! Viva, você!

Gilberto Gil é Imortal!