Há exatos 67 anos, em 5 de agosto de 1955, o Brasil perdia um de seus maiores ícones: a cantora, atriz e dançarina Carmen Miranda.

Com uma carreira de sucesso na rádio, no teatro de revista, no cinema e na televisão, Carmen Miranda é uma das artistas brasileiras mais conhecidas no mundo inteiro, tornando-se referência da cultura do nosso país no exterior.

Com seu figurino tipicamente tropical e seus característicos chapéus de frutas, conquistou o mundo com sua bela voz, considerada a 15ª maior voz da música brasileira da história, pela Revista Rolling Stone Brasil.

Há 67 anos, o Brasil perdia a pequena (grande) notável Carmen Miranda | Foto: Getty Images.

A carreira da grande notável

Primeira artista a assinar um contrato de trabalho com uma emissora de rádio no país, a gravação de Ta-hí (Pra você Gostar de Mim), de Joubert de Carvalho, lançou Carmen Miranda ao estrelato e transformou-a na principal intérprete de samba dos anos 30. A canção foi um sucesso e o disco vendeu 35 mil cópias no ano de lançamento, recorde para a época.

Com a carreira já consolidada na música, passou a arriscar-se também no cinema,  participando de um dos primeiros filmes com som da história. Em 1939, o filme carnavalesco Banana da Terra, de Ruy Costa, lançou-a internacionalmente.

Depois disso, mudou-se para os Estados Unidos e estrelou diversos filmes estadunidenses, tornando-se muito popular no país. Foi a primeira artista sul-americana a ter uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood.

Os maiores sucessos de Carmen Miranda

Conhecida como Pequena Notável – por sua baixa estatura e imenso destaque – em 20 anos de carreira Carmen Miranda deixou sua bela voz registrada em mais de 300 canções. 

Entre as principais, além de Ta-hí, estão:

  • O Que É Que A Baiana Tem (de Dorival Caymmi);
  • Tico Tico no Fubá (de Aloysio de Oliveira e Zequinha Abreu);
  • Isso É Lá Com Santo Antônio (de Lamartine Babo e Mário Reis);
  • Chica Chica Boom (de Harry Warren e Mack Gordon);
  • Sonho de Papel (de Alberto Ribeiro);
  • Chiquita Bacana (de João de Barro e Alberto Ribeiro);
  • e E O Mundo Não Se Acabou (de Assis Valente).

Carmen nos deixou muito cedo, aos 46 anos, vítima de um ataque cardíaco fulminante, mas ficou para sempre marcada na nossa memória popular e na nossa história. É impossível pensar em Brasil e não pensar em Carmen Miranda.

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