Quem é Tulipa Ruiz? Tulipa Ruiz é uma grande artista: cantora, compositora e desenhista brasileira, já participou de shows com grandes nomes da música, como DonaZica, Trash Pour 4, Júnio Barreto, Ortinho, Projeto Cru, entre outros. 

Tulipa faz desenhos para literaturas infantis, capas de discos, agendas e cartazes de shows. Além disso, a cantora se interessa por gravações em texturas, campo, ruídos, bordados e cantigas de ninar. 

Ao longo da matéria você verá melhor quem é Tulipa Ruiz, sua vida pessoal, como foi a sua carreira, quais foram suas influências, inspirações e um pouco da sua vida de desenhista. Continue a leitura!

Tulipa Ruiz | Foto: @Photitas / Divulgação.

7 curiosidades sobre Tulipa Ruiz

Confira quais são:

1. Sua origem

Seu nome completo é Tulipa Ruiz Chagas, a cantora, compositora e ilustradora nasceu na Baixada Santista, em São Paulo, no ano de 1978 (a idade de Tulipa Ruiz é 43 anos). Tempo depois, mudou-se com sua mãe Graziella e seu irmão Gustavo para a cidade de São Lourenço, Minas Gerais.

2. Sua musicalidade

Sua adolescência foi marcada pelo ambiente musical da família, que trabalhava em uma loja de discos na cidade. Tulipa acabou saindo de Minas Gerais aos 22 anos para cursar Comunicação e Multimeios na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

3. Trabalho

Depois que retornou a São Paulo, trabalhou quase dez anos como jornalista.

4. Outras paixões além da música

Nos últimos anos, passou a abraçar a arte de desenhar, uma de suas paixões enquanto criança.  

5. Início de tudo

A artista criou seu Myspace e resolveu entrar para a música, colocando algumas de suas canções em sua página. Isso foi o suficiente para que ela começasse a se familiarizar com o universo da música e dar início aos seus shows de carreira. 

6. Participações ilustres

Tulipa Ruiz participou de shows com grandes nomes da música, como DonaZica, Júnio Barreto, Ortinho, Trash Pour 4, Na Roda, Tiê, Projeto Cru, entre outros. Além disso, a cantora fazia desenhos para livros infantis, capas de discos, agendas e cartazes de shows.

7. Caminhos inesperados

Sua canção “Efêmera”, música tema do álbum Efêmera, faz parte da trilha sonora do jogo FIFA 11, da EA Sports.

Carreira

No período em que cursava Jornalismo na PUC, em São Paulo, Tulipa chegou a participar de várias bandas e projetos. Em um show ao lado de seu pai, Luiz Chagas, e seu irmão Gustavo, nomeados como grupo Pochete Set, o jornalista Ronaldo Evangelista gostou do que viu durante o show e convidou Tulipa para uma apresentação solo. 

Foi aí que surgiram as canções que seu irmão havia registrado em estúdio caseiro, elas foram publicadas pela cantora no Myspace. Em dezembro de 2008, a cantora decidiu sair da agência de comunicação que trabalhava e passou alguns meses ao lado de seu irmão compondo e ilustrando. 

A essa altura da carreira, Tulipa foi convidada para o Festival da Trama, no Teatro Oficina. Em 2009, fez seu primeiro solo nesse teatro e, posteriormente, na Prata da Casa no SESC Pompeia. Desde então, a artista passou a colecionar elogios e críticas, inclusive do produtor musical Nelson Motta. Ainda no mesmo ano gravou o seu primeiro disco, o álbum Efêmera. O disco saiu no final de maio do ano seguinte, em 2010 e rapidamente conquistou a crítica e público.  

Suas canções eram sutis e poeticamente diretas, além de serem repletas de arranjos simples com melodias doces e circulares, cantadas pela voz única da cantora. Regis Tadeu era um dos admiradores das canções da cantora e chegou até a escrever para o Yahoo! sobre ela, chamando-a de “um dos grandes destaques da nova geração de cantoras brasileiras, ela vem se tornando um exemplo de como uma grande voz pode propiciar um belo show”. 

Depois de todo o espaço conquistado no cenário musical brasileiro, Tulipa Ruiz realizou uma temporada com Marcelo Jeneci e já cantou ao lado de grandes nomes femininos da música popular brasileira, como Zélia Duncan.  

Em seu álbum de estreia, contou com as participações de Tiê, Kassin, Thalma de Freitas, Juliana Kehl, Mariana Aydar, entre outras. Tulipa construiu o que chama de “pop florestal”, metade de São Paulo, metade de Minas Gerais, com composições próprias do pai e do irmão. Já em 2015, a cantora lançou seu terceiro álbum “Dancê”, baseado em um pop mais dançante.  

O álbum chegou a ser indicado ao Grammy Latino e saiu como vencedor na categoria de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro. 

Influências

Diante de suas influências e inspirações, Tulipa conta que foi ao concerto da cantora norte-americana Meredith Monk, que mudou sua vida. Ela relata que ficou absolutamente “embasbacada” quando assistiu ao conceito Impermanência, da cantora norte-americana.  

Foi como se quarenta mil fichas sobre canto, espiritualidade, respiração e amadurecimento tivessem caído ali na sua frente. Ela conta sobre a maneira como Meredith explora a voz, rompendo as barreiras entre canto e palavra, não só a comoveu como a fortaleceu também.  

Tulipa conta que foi com esse concerto que descobriu que o palco era sagrado, um lugar de poder e experimentação e completa: “Foi lindo entender isso”. Ela aprendeu a cantar ouvindo cantoras e compositoras como Joni Mitchell, Gal Costa, Ná Ozzetti, Zezé Motta, entre outras. 

Desenho

Além de tudo, como já vimos, a cantora era apaixonada por arte e sempre desenvolveu ótimos trabalhos com desenhos, inclusive o design da capa de seu primeiro álbum foi ela mesmo que fez. 

Em seu tumblr “Ateliê da Tulipa”, expõe vários de seus trabalhos. No encarte de CD, há tulipas desenhadas por seus amigos e familiares. 

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