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Mamonas assassinas: a história, carreira e legado deixado pela banda

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10:30 19.09.2022
Brasilidade

Mamonas assassinas: a história, carreira e legado deixado pela banda

Mamonas Assassinas foi uma banda brasileira, formada em Guarulhos no ano de 1989, de rock cômico, gênero musical que mistura o som do rock and roll com com sátiras e outras formas de comédia. Ele é frequentemente usado em regravações de músicas famosas, com modificações em suas letras e/ou melodia, mas também pode estar presente … Continued

F.Content - 19.09.2022 - 10:30
Mamonas assassinas: a história, carreira e legado deixado pela banda
Os Mamonas Assassinas foram um sucesso instantâneo. | Foto: Fernando Sampaio/Estadão.

Mamonas Assassinas foi uma banda brasileira, formada em Guarulhos no ano de 1989, de rock cômico, gênero musical que mistura o som do rock and roll com com sátiras e outras formas de comédia. Ele é frequentemente usado em regravações de músicas famosas, com modificações em suas letras e/ou melodia, mas também pode estar presente em músicas originais.

Seu som misturava o pop rock com algumas outras influências de gêneros populares, tais como: sertanejo, heavy metal e pagode romântico. A banda possui um único álbum de estúdio gravado, intitulado pelo mesmo nome da banda, o qual foi lançado em junho de 1995 e vendeu mais de 1 milhão 800 mil cópias apenas no Brasil.  A obra foi certificada com o disco de diamante e comprovado pela Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD).

Com um sucesso considerado “meteórico”, ou seja, passageiro, a carreira da banda, que antes era chamada de Utopia, durou cerca de sete meses, de 23 junho de 1995 a 2 de março de 1996. Isso porque o grupo foi vítima de um acidente aéreo fatal sobre a Serra da Cantareira, o que causou grande comoção nacional. A banda continuou influenciando a cena musical nacional e sendo celebrada mesmo décadas após seu fim trágico.

Os Mamonas Assassinas foram um sucesso instantâneo
Os Mamonas Assassinas foram um sucesso instantâneo. | Foto: Fernando Sampaio/Estadão.

Como a banda surgiu?

Em março de 1989, Sérgio Reis de Oliveira, ou como ficou conhecido Sérgio Reoli, ao trabalhar na empresa de máquinas de escrever Olivetti, conhece Maurício Hinoto, irmão de Alberto Hinoto, que depois passaria a ser conhecido como Bento Hinoto. Com esse encontro, ao saber que Sérgio era baterista, Maurício decidiu o apresentar ao irmão, que tocava também um instrumento musical: a guitarra. A partir daí, Sérgio conheceu Alberto e decidiram criar uma banda. 

Na época, Samuel Reis de Oliveira (que depois adotaria o nome artístico de Samuel Reoli), irmão de Sérgio, não se interessava pela música, preferindo desenhar aviões. Contudo, ao ver Sérgio e Bento ensaiarem em sua casa, ele passou a se interessar, tocando baixo elétrico.

Assim, estava formado, o início da banda, com o baixo, a guitarra e a bateria. Os três formaram o grupo chamado de Utopia, o qual era especializado em fazer “covers” de grupos como Ultraje a Rigor, Legião Urbana, Titãs, Paralamas do Sucesso e Barão Vermelho.  

O Utopia passou a se apresentar na periferia da Grande São Paulo e, durante um show realizado em julho, no ano de 1990, no Parque Cecap, isto é, um conjunto habitacional de Guarulhos, o público solicitou que o trio executasse a canção ” Sweet Child o’ Mine”, da banda americana Guns N’ Roses. No entanto, como eles desconheciam a letra, pediram a um dos espectadores que subisse ao palco para ajudá-los.

Alecsander Alves (que mais tarde adotaria o nome artístico de Dinho) se voluntariou para subir no palco e cantar, mesmo não sabendo a letra. A sua performance provocou grandes risadas da plateia e foi assim que, com sua apresentação escrachada, ele garantiu o posto de vocalista da banda.

No mesmo ano, por intermédio de Sérgio, chegou o sexto integrante da banda, o tecladista Márcio Araújo. O último participante a entrar para o Utopia foi Júlio Cesar Barbosa (que ficou conhecido como Júlio Rasec). Ele era amigo de Dinho e foi incorporado para auxiliá-lo nas canções que tinha a letra em inglês.

Dois anos depois, a banda conheceu Rick Bonadio (produtor) e em seu estúdio produziram o vinil “Utopia”, o qual foi um fracasso total. O disco era composto por 6 canções e das 1.000 cópias produzidas, apenas 100 foram vendidas. 

Nessa mesma época, Márcio Araújo precisou sair da banda para se dedicar à faculdade de engenharia e Júlio Rasec passou a ser o tecladista e o back vocal da banda.

Mamonas Assassinas

Depois do fracasso do disco de vinil intitulado como Utopia, a banda passou a perceber que as músicas que eles cantavam, sem ser os covers, agradavam mais o público e passaram a se dedicar a isso. Após perceberem que deveriam mudar de perfil musical e adotar uma veia mais cômica, eles gravaram um demo com 2 músicas, que mais tarde ficariam conhecidas como Pelados em Santos e Robocop Gay. Depois, veio uma nova mixagem com a presença da música Vira-Vira.

A banda enviou a fita demo com as três canções (Pelados em Santos, Robocop Gay e Vira-Vira) para as gravadoras, entre elas Sony Music e EMI. Rafael Ramos, baterista da banda Baba Cósmica e, também, filho do diretor artístico da EMI, João Augusto Soares, gostou tanto da sonoridade da banda que insistiu na contratação. 

Membros

Seus membros eram: 

  • Dinho (vocalista);
  • Bento Hinoto (violão);
  • Júlio Resec (tecladista);
  • Sérgio Reoli (baterista);
  • Samuel Reoli (baixista).

Ascensão

Após a contratação, a banda foi gravar o seu primeiro disco de estúdio, mas antes de começar a gravadora estipulou o mínimo de 10 músicas e os integrantes da banda escreveram, em uma semana, 12 canções.

Em maio de 1995, a EMI mandou todos os integrantes para Los Angeles (USA) para gravar o seu único disco. Eram para ser 15 faixas, só que uma delas acabou não sendo incluída no CD. Isso aconteceu devido ao grande número de palavrões contidos na canção “Não Peide Aqui Baby“.

No dia do lançamento do disco, em 23 de junho de 1995, nada aconteceu. Eles passam totalmente despercebidos nas lojas. Porém, no dia seguinte, quando a 89 FM tocou a música Vira-Vira, os Mamonas estouraram de vez. Esse foi o disco de estreia que mais vendeu no Brasil e também o que mais vendeu cópias em um único dia: 25 mil cópias nas primeiras 12 horas após a canção ter sido executada na rádio.

Com o grande sucesso comercial, eles saíram em uma exaustiva turnê, apresentando-se em programas como o do Jô Soares, Domingo Legal e Domingão do Faustão. Em fevereiro de 1996 eles foram destaque da capa da revista Billboard, em uma reportagem sobre as inéditas vendagens do disco de estreia.

Músicas

A música dos Mamonas Assassinas, apesar de conter alguns palavrões, fizeram bastante sucesso, inclusive com o público mais jovem. 

Vira-vira é, com certeza, uma das músicas mais famosas da banda, uma vez que ela permitiu a abertura do sucesso para eles. No entanto, muitas outras também eram cantadas em plenos pulmões nos shows, como é o caso de: Robocop Gay, Uma Arlinda Mulher, Jumento Celestino e Pelados em Santos

A discografia única dos Mamonas Assassinas foi um êxito e transformou a cena musical brasileira.

Legado

Depois do acidente de avião que tirou a vida de todos os integrantes da banda, os Mamonas deixaram um legado. Em geral, a banda conseguiu sucesso entre todas as faixas do disco, mesmo com canções “politicamente incorretas”.

A fórmula de sucesso do grupo estava calcada em letras de humor escrachado e canções ecléticas, de apelo pop, que parodiava estilos diferentes, como rock, heavy metal e brega. Mas, nem tudo traz apenas legados bons. A música Robocop Gay sofreu com altas problematizações por ser considerada homofóbica.

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