Você já ouviu falar do novo cantor em ascensão, Julio Secchin? O antigo diretor de videoclipes agora está adentrando no mundo da música brasileira, com o seu próprio estilo de música, o funk de pelúcia. Dono de hits que viralizaram nas redes e tocaram em diversas festas, Julio Secchin vai aos poucos fazendo o seu nome e ficando conhecido dentro do cenário da música popular do nosso país.

Quer saber mais sobre o Julio Secchin, como ele começou sua carreira e como surgiu o estilo funk de pelúcia? É só continuar lendo!

Músicas de Julio Secchin fazem sucesso no MPB e encantam o público
Músicas de Julio Secchin fazem sucesso no MPB e encantam o público. | Foto: Instagram @juliosecchin.

De diretor à criador do Funk de Pelúcia

Antes de se arriscar como cantor, Julio Secchin era muito feliz dentro do ramo de direção de videoclipes. Porém, quando se trabalha com isso, existe um certo limite de quanto você pode se expressar. Segundo o cantor, foi o contato com os artistas que fez com que ele desejasse ser a pessoa na frente das câmeras.

Esse desejo vinha de um sonho antigo que ele ainda não tinha tido coragem de realizar. Foram anos de psicanálise até que uma viagem de carnaval lhe deu a clareza de qual caminho ele queria seguir.

A música “Jovem”, de Julio Secchin é dos grandes sucessos que invadiram as redes sociais dos jovens brasileiros, sendo uma das músicas pioneiras do estilo inventado por ele, o funk de pelúcia, que consiste em sons feitos com instrumentos acústicos e que tornam a batida muito mais leve, em um estilo que é muito mais agradável ao ouvido. O cantor já conta com mais de 7,5 milhões de visualizações no videoclipe na plataforma YouTube, e os números só vêm crescendo. 

Julio Secchin faz parte do grande grupo de artistas que nasceram no Rio de Janeiro. O cantor diz que suas maiores inspirações no ramo musical vêm de artistas como Gilberto Gil e Caetano Veloso. Ele explica o seu estilo de música da seguinte maneira: “É como falar ousadias de um jeito mais fofo, mais suave, traz uma riqueza para o movimento. As minhas músicas falam diretamente para o universo jovem, e as pessoas foram compartilhando e sendo fisgadas, fiquei muito feliz com a receptividade”.

Segundo o próprio cantor, ele é quase fanho, mesmo assim, já lançou muitos outros trabalhos desde o seu primeiro disco, tendo sua voz e palavras cada vez mais como atrações principais. Depois que o seu primeiro trabalho, lançado em janeiro de 2019 conseguiu acumular 2,5 milhões de plays na plataforma de streaming Spotify e 15 milhões no YouTube, o refrão “Eu vacilei na primeira regra do rolê/Fiquei doidão/Liguei pra você” ficou cada vez mais presente na internet, virando até mesmo meme.

Até o ano de 2018, Julio com seus 32 anos, nascido e criado na região da zona sul do Rio de Janeiro, era um diretor de videoclipes que estava prestes a começar um trabalho novo, quando teve a ideia de mudar de percurso. Segundo o cantor, foi no meio de um desfile do Boi Tolo que ele aproveitou para pensar na sua vida, e como ele é um bloco com longos percursos, ele aproveitou para refletir sobre sua situação.

Depois da Quarta-Feira de Cinzas, que indicou o fim do carnaval, Julio Secchin ligou para o seu chefe e disse que não voltaria mais, e seu próximo clipe seria com ele na frente das câmeras. A sensação de Secchin em relação a direção de clipes era a seguinte: “Olhando para trás, quando eu estava filmando, parecia que tava todo mundo pulando na piscina e só eu de castigo, lá fora”, como se todos estivessem se divertindo, menos ele.

Quando a sua música “Jovem” explodiu, tudo em relação a sua carreira mudou. Ele passou a ser ouvido ao redor do país e até mesmo começou a fazer shows pelo território brasileiro. Secchin, além disso, começou a ser reconhecido em público, algo que ele gosta muito já que o aproxima das pessoas.

Já nos palcos, a sua música amadureceu, e ele assumiu a importância da percussão. Sendo assim, em seu novo disco ele juntou as batidas eletrônicas do funk com o seu trabalho original, sendo algo bem MPB, como ele já havia demonstrado em seu single “Ou Você Me Come, ou Você Cai Fora”, que foi gravado com a cantora conterrânea Rebeca, no ano de 2019.

Depois do seu primeiro trabalho no campo do funk, ele não parou mais, e rapidamente ele ganhou o rótulo que não gosta muito, chamado “indie-funk”. Segundo Julio, a língua portuguesa possui uma solução melhor e mais elegante para nomear o seu estilo, e além disso, esse termo não representa de fato o que a música é.

Filho de uma professora de português, Julio gosta de explicar o termo “funk de pelúcia”. Sua música é uma mistura de MPB e alguns dos aspectos rítmicos famosos do funk, sem ter letras que são poéticas, tradicionais da MPB, porém ainda não era um funk de verdade.

Era muito comum que surgissem comentário no Youtube tentando nomear o seu estilo como “indie- funk”, sendo um dos primeiros termos a surgir na internet sobre sua música, mas isso não agradava o cantor, já que “eram palavras em inglês e não expressava com precisão o que a música era de fato. Depois de algum tempo, o termo “funk de pelúcia” surgiu, sendo nada mais do que uma provocação. 

Rapidamente, alguns jornalistas da prestigiada Folha de São Paulo morderam a isca, e o termo se espalhou rapidamente. Poucas pessoas demonstraram algum tipo de descontentamento com esse termo, e rendeu algum engajamento na rede social Twitter.

Secchin explica o significado do nome Funk de Pelúcia da seguinte forma: a expressão “de pelúcia” remete a algo inofensivo, doce, fofo, sendo uma expressão antiga e já conhecida que significa ser uma coisa que não compete junto com os protagonistas da história, e o funk de pelúcia é exatamente isso. Não é exatamente funk, e sim uma nova MPB metida a besta.

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