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38 anos sem Aracy Cortes, a primeira grande cantora popular brasileira
38 anos sem Aracy Cortes, a primeira grande cantora popular brasileira
No dia 08 de janeiro de 1985, morria no Rio de Janeiro, aos 80 anos, Aracy Cortes, considerada a primeira grande cantora popular brasileira. Sobre Aracy Cortes Aracy foi praticamente a única mulher a fazer sucesso na década de 1920 Aracy foi praticamente a única mulher a fazer sucesso na década de 1920, quando, até … Continued

No dia 08 de janeiro de 1985, morria no Rio de Janeiro, aos 80 anos, Aracy Cortes, considerada a primeira grande cantora popular brasileira.

Sobre Aracy Cortes
Aracy foi praticamente a única mulher a fazer sucesso na década de 1920
Aracy foi praticamente a única mulher a fazer sucesso na década de 1920, quando, até então, os grandes nomes eram de vozes masculinas. Começou no teatro de revista e interpretou, em primeira audição, composições de nomes como:
- Ary Barroso;
- Benedito Lacerda;
- Assis Valente;
Entre outros – tendo se apresentando com os Oito Batutas, lendário conjunto de Pixinguinha, que era seu vizinho na juventude.
Começou a carreira artística apresentando-se no Democrático Circo, em 1921, ainda com 17 anos. Dois anos mais tarde, já era nome consagrado ao atuar na revista Que Pedaço, de Sena Pinto, com música de Paulino Sacramento, onde se destacou com o samba Ai, Madama.

Lançou seu primeiro disco em 1925
Lançou seu primeiro disco em 1925, e revelou-se um dos maiores nomes do gênero samba-canção, caracterizado pela exaltação do tema amor-romântico ou pelo sofrimento de um amor não realizado, chamado também de dor-de-cotovelo ou fossa.
Em 1929, realizou uma das gravações mais famosas da discografia da música popular brasileira, o samba-canção Ai, Ioiô (de Henrique Vogeler, Marques Porto e Luís Peixoto), lançado na revista Miss Brasil.
Aracy Cortes foi a primeira estrela de revista a excursionar ao exterior
Em 1930, atuou na revista Concurso de Beleza, de Afonso de Carvalho, na qual lançou, com sucesso, o samba de Ary Barroso, O Tabuleiro da Baiana. Depois, na revista É do Outro Mundo, lançou também o samba-canção No Rancho Fundo, de Ary Barroso.
Aracy Cortes foi a primeira estrela de revista a excursionar ao exterior, quando em 1933 o empresário Jardel Jércolis levou uma companhia de revistas, da qual ela era estrela, à Europa. Por volta de 1935, montou sua própria companhia de teatro. No mesmo ano, foi proclamada como a Melhor Artista do Rádio, em um concurso promovido pelo jornal Gazeta de Notícias.
Veja também:
Aracy Cortes foi a primeira a cantar o samba Aquarela do Brasil, de Ary Barroso
Em 1937, atuou na revista Rumo ao Catete, contracenando com grandes nomes como Eva Todor e Oscarito, com libreto e direção musical de Custódio Mesquita e Mário Lago. Em 1939, atuou na revista Entra na Faixa, na qual foi a primeira a cantar o samba Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, a primeira e mais importante canção exportada para os EUA, inaugurando o gênero samba-exaltação
Aracy Côrtes foi uma jovem artista que fez história e viveu a história, chegando aos anos 30 com uma grande bagagem profissional e artística, que a fazia uma veterana ainda com trinta e poucos anos.
Uma de nossas rainhas do Teatro de Revista
Lançou vários discos e várias peças de sucesso ao longo da carreira, firmando seu nome no cenário musical e teatral e sendo considerada uma de nossas rainhas do Teatro de Revista, além de ser aclamada em várias publicações como Rainha do Samba.
Gravou seu último disco em 1954 e – anos depois – já retirada dos palcos, com a idade madura, retornou no famoso show Rosa de Ouro, ao lado de Clementina de Jesus, Paulinho da Viola, Nelson Sargento, entre outros nomes, e com discos lançados em 1965 e 1967.
Viva Aracy Cortes, a primeira grande cantora popular brasileira!



