Hoje, aqui no Brasil com S, a gente fala sobre a famosa dupla: Pastel de Feira e Caldo de Cana!

“Me vê um pastel e um caldo de cana, por favor!”. Se você mora no Brasil, você provavelmente já falou essa frase alguma vez na vida! Se você é um típico brasileiro, você já falou muitas vezes!

Muito tradicional nas feiras livres, esse combo é a cara do Brasil!

Pastel de feira com caldo de cana é um dos casamentos brasileiros mais populares do país | Foto: Viçosa/Divulgação.

A origem do Pastel e Caldo de Cana

O pastel de feira – frito e salgado – chegou aqui com os imigrantes orientais, chineses e japoneses. É uma adaptação do guioza e do rolinho primavera, que leva farinha de trigo no lugar da farinha de arroz e cachaça (para dar crocância) no lugar do vinagre ou do saquê.

Além disso, aqui no Brasil o pastel é frito em óleo vegetal e os recheios também foram sendo “abrasileirados”, como bauru, pizza, carne moída com ovo…

Já o refrescante e docinho caldo de cana é produzido aqui desde o século 16 e era consumido pelas pessoas escravizadas nos engenhos. Pesquisadores afirmam que o caldo da cana era oferecido pelos próprios senhores de engenho, por ter um alto potencial energético, para que as pessoas escravizadas produzissem mais durante as longas horas de trabalho.

Com o tempo, a bebida – também conhecida como Garapa – foi se popularizando.

O casamento perfeito

O casamento brasileiro entre o pastel de feira e o caldo de cana aconteceu por acaso! Os orientais começaram a levar o pastel para as barracas de feira para aumentarem a sua renda e o contato com os clientes e a barraca da garapa ficava ali próxima.

Não demorou muito para que os frequentadores das feiras descobrissem a perfeita combinação entre um item e outro!

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