Este conteúdo faz parte do Acervo MPB, podcast com áudio-biografias de grandes nomes da nossa MPB, escute aqui:

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Querido pelo povo brasileiro, Moraes subiu mais uma vez no palco do Rock in Rio em 2001 e aproveitando, ele lançou o disco Baião com H. Em seguida, lança os álbuns: Meu Nome É Brasil (2003) e De Repente (2005), onde traz à tona a sua veia repentista, associando-a com influências do hip hop.

Em 2009, lança o livro A História dos Novos Baianos e Outros Versos, em que conta histórias curiosas da banda em formato de literatura de cordel. O livro resulta em um show com o mesmo nome, que vira CD e DVD, com sucessos do grupo e de sua carreira solo.

Três anos depois é a vez do disco A Revolta dos Ritmos, só com canções inéditas, e Moraes é eleito pela Revista Rolling Stone Brasil como o 57º maior artista da música brasileira.

Já em 2015 lança ao lado de seu filho – o também músico, cantor e compositor Davi Moraes – o disco Nossa Parceria. No mesmo ano, os Novos Baianos anunciam o seu retorno depois de anos afastados dos palcos. A turnê Acabou Chorare – Novos Baianos Se Encontram teve sucesso absoluto e durou três anos viajando pelo Brasil.

Moraes Moreira ao lado de seu filho, Davi Moraes

O último disco de Moraes foi em 2018, chamado “Ser Tão”, também só com músicas inéditas.

Infelizmente o baiano nos deixou de forma inesperada, no dia 13 de abril de 2021, aos 72 anos, após sofrer um infarto agudo do miocárdio.

Pouco antes de partir, Moraes Moreira nos presenteou com um Cordel que compôs sobre a quarentena e a pandemia do Coronavírus: Vivemos num mundo insano. Queremos mais liberdade. Pra que tudo isso mude. Certeza, ninguém se ilude. Não tem tempo, nem idade”.