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Lei seca mais severa: beber e dirigir pode custar R$ 30 mil e 10 anos sem CNH
Lei seca mais severa: beber e dirigir pode custar R$ 30 mil e 10 anos sem CNH
Projeto em análise na Câmara dos Deputados do Brasil prevê punições mais duras para motoristas embriagados envolvidos em acidentes com morte ou invalidez permanente

Um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados propõe endurecer as punições da Lei Seca para motoristas que dirigirem sob efeito de álcool e provocarem acidentes com vítimas.
O texto estabelece penalidades mais rígidas principalmente quando houver morte ou invalidez permanente, com multas calculadas a partir do valor de infração gravíssima e suspensão prolongada do direito de dirigir.
A proposta altera regras atuais e amplia a responsabilização do condutor em casos considerados mais graves.
Pela proposta, se o acidente resultar em morte, o motorista poderá receber multa equivalente a cem vezes o valor da infração gravíssima — hoje em R$ 293,47 — o que levaria a uma penalidade próxima de R$ 29,3 mil, além da suspensão da CNH por até dez anos.
Já nos casos em que a vítima fique com invalidez permanente, a multa pode chegar a cerca de R$ 14,6 mil, com suspensão do direito de dirigir por cinco anos.
O texto também prevê que o condutor arque com despesas médicas e indenizações adicionais às vítimas.
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O projeto, apresentado em 2024, ainda precisa passar pelas comissões da Câmara antes de seguir para votação e eventual análise do Senado.
A justificativa é o alto número de acidentes envolvendo motoristas alcoolizados e a necessidade de tornar as punições mais severas para aumentar o efeito dissuasório da legislação.
Se aprovado, o texto poderá representar uma das mudanças mais duras nas regras da Lei Seca desde sua criação.

