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Alzheimer não é só esquecimento: mudanças de humor podem ser primeiros sinais
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Alzheimer não é só esquecimento: mudanças de humor podem ser primeiros sinais
Especialista explica sinais que surgem antes do esquecimento e reforça a importância do diagnóstico precoce, do cuidado diário e do apoio da família.

Conhecido popularmente pela perda de memória, o Alzheimer começa, muitas vezes, dando outros recados. O neurologista Dr. Renato Anghinah alerta que alterações de comportamento e de humor podem aparecer antes dos lapsos. “O Alzheimer costuma ser lembrado como a doença da perda de memória. Mas, para a neurologia, essa visão é limitada”, afirma.
Os sinais que surgem antes do esquecimento
Segundo o especialista, mudanças emocionais e sociais merecem atenção. “Irritabilidade súbita, apatia, retraimento social, agressividade ou desconfiança excessiva muitas vezes precedem os lapsos de memória. Distúrbios do sono, dificuldade em planejar atividades simples ou até uma mudança brusca na forma de lidar com o dinheiro também são sinais de alerta”, diz.
- Mudanças de humor e comportamento
- Afastamento social
- Irritabilidade ou agressividade
- Desconfiança exagerada
- Problemas de sono
- Dificuldade para planejar tarefas simples
- Alterações na forma de lidar com dinheiro
Esses sinais acontecem porque a doença atinge diferentes áreas do cérebro, não apenas as ligadas à memória. Há depósitos de proteínas defeituosas que atrapalham a comunicação entre os neurônios e levam à perda progressiva de funções. “É por isso que os sintomas vão muito além do esquecimento: trata-se de uma síndrome que afeta diferentes dimensões da vida do paciente”, explica Anghinah.

O impacto vai do dia a dia às relações. Atividades como cozinhar, dirigir ou organizar compromissos passam a exigir supervisão, e a família nota mudanças de personalidade. Como resume o médico: “Não é apenas a memória que se desfaz, mas traços de personalidade que, pouco a pouco, parecem se transformar.”
Diagnóstico cedo muda o jogo
Identificar o problema no início pode atrasar a progressão e preservar a autonomia por mais tempo. Hoje, há medicamentos e terapias complementares que ajudam a manter funções cognitivas. “Quanto mais cedo a família procura avaliação, maiores as chances de oferecer qualidade de vida ao paciente”, ressalta o neurologista.
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Cuidar além do remédio
O tratamento não se limita a comprimidos. Estímulos cognitivos, atividade física, convívio social e um ambiente organizado fazem diferença no manejo do Alzheimer. E o afeto importa. “Mas nenhum protocolo substitui a presença, a paciência e o afeto da família. O tratamento, nesse sentido, não é apenas médico: é humano”, conclui Anghinah.
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