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Congelar óvulos ganha força no Brasil e ajuda mulheres a esperar o parceiro certo
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Congelar óvulos ganha força no Brasil e ajuda mulheres a esperar o parceiro certo
Especialista afirma que congelar óvulos dá tempo, reduz a ansiedade e amplia escolhas, sem prometer garantias, ajudando a evitar decisões precipitadas sobre maternidade.

Pressões do relógio biológico e expectativas sociais ainda empurram muitas mulheres para decisões apressadas sobre ter filhos. Para a médica Stephanie Majer, o congelamento de óvulos virou um aliado nessa hora. “Congelar óvulos oferece uma forma concreta de interromper esse ciclo”, diz a especialista em reprodução assistida.
Segundo ela, a maternidade pode se tornar um elo permanente com relações instáveis. “Filhos unem vidas, mesmo após a separação, por meio de decisões, visitas, mensagens e responsabilidades compartilhadas”, afirma.
Como funciona e quem se beneficia
O procedimento, conhecido como criopreservação de óvulos, envolve estimular os ovários, coletar os óvulos e congelá-los em nitrogênio líquido. Eles podem ser usados anos depois. “Mais do que um tratamento médico, o congelamento de óvulos é uma ferramenta de planejamento reprodutivo, emocional e até financeiro”, diz Majer.
A estratégia permite que a mulher não ceda à pressão de formar família com pressa e ganhe tempo para decidir se espera um parceiro mais compatível ou segue a monoparentalidade. De acordo com a especialista, usar óvulos preservados tende a oferecer melhores chances do que aguardar o avanço da idade, embora cada caso dependa da saúde reprodutiva individual.
Dados e recomendações
De acordo com a Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida, o número de brasileiras que buscam congelar óvulos cresceu mais de 150% na última década. Clínicas já oferecem programas específicos, com opções de pagamento e suporte psicológico ao longo do processo.
A orientação médica é realizar o congelamento preferencialmente até os 35 anos, quando a qualidade e a quantidade de óvulos costumam ser maiores. Depois dessa idade, a indicação deve considerar exames que avaliam a reserva ovariana e o ultrassom que mede a quantidade de folículos nos ovários.
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Estudos citados pela médica indicam que mulheres que congelam óvulos relatam menos ansiedade em relação à maternidade e maior satisfação com as escolhas no médio prazo — usem ou não o material no futuro.

Autonomia também é saúde mental
Majer faz um alerta: “É importante ressaltar que congelar óvulos não é garantia de gravidez futura.” Para ela, o valor do procedimento está em ampliar possibilidades com segurança. “Mais do que fertilidade, estamos falando de autonomia, saúde mental e liberdade.”
Na avaliação da especialista, a tecnologia ajuda a reduzir culpas e pressões, favorecendo relações mais saudáveis e escolhas conscientes. Como resume a médica: “Congelar óvulos é, sim, um ato de autocuidado.”
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