Queda de cabelo com Ozempic, Wegovy e Mounjaro? Dermatologista explica

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13:57 29.12.2025
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Saúde

Queda de cabelo com Ozempic, Wegovy e Mounjaro? Dermatologista explica

Para Natalie Haddad, a queda é incomum e tende a ser temporária, ligada à perda de peso rápida e carências nutricionais, não a uma ação direta dos remédios nos fios.

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- 29.12.2025 - 13:57
Queda de cabelo com Ozempic, Wegovy e Mounjaro? Dermatologista explica
Queda de cabelo com Ozempic, Wegovy e Mounjaro? Dermatologista explica

Remédios para emagrecer à base de semaglutida e tirzepatida, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, ganharam popularidade e também relatos de queda de cabelo. Segundo a dermatologista Natalie Haddad, o fenômeno costuma ser indireto, associado ao ritmo acelerado de perda de peso, mudanças na alimentação e estresse do organismo.

“É importante esclarecer que, na maioria das evidências atuais, a queda geralmente não parece ser um efeito direto do fármaco sobre o cabelo, mas sim uma consequência indireta de perdas de peso rápidas, alterações nutricionais e estresse fisiológico”, afirma.

A explicação mais provável é o chamado eflúvio telógeno, uma queda difusa que surge semanas ou meses após um gatilho, como emagrecimento rápido. “O mecanismo provável dessa queda capilar é chamado eflúvio telógeno”, diz Haddad.

O que mostram os estudos

De acordo com a especialista, os dados clínicos apontam taxas baixas, porém acima do placebo em alguns grupos. No caso do Wegovy, a alopecia foi relatada em cerca de 3% dos adultos, versus 1% no placebo, com aumento do risco entre quem perde 20% ou mais do peso. Com a tirzepatida, estudos variam, mas algumas análises registram 5% a 6% de casos, também ligados à magnitude do emagrecimento.

Pesquisas observacionais indicam um possível aumento do risco em usuários de semaglutida quando comparados a outros tratamentos, mas esses achados ainda pedem confirmação. Para a médica, o recado central permanece: “A queda relatada parece estar relacionada à rápida perda de peso, vômitos ou náuseas, que prejudicam a ingestão, ou deficiências nutricionais desencadeadas pela mudança alimentar e pelo efeito anorexígeno dessas drogas”.

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Como identificar e reduzir o risco

Haddad recomenda acompanhamento próximo e metas realistas de emagrecimento, sem dietas ultrarrestritivas. Quando necessário, a correção de déficits nutricionais deve ser orientada por profissionais de saúde.

  • Avaliações e exames antes e durante o tratamento, incluindo ferritina, vitaminas e perfil proteico, com repetição se a queda aumentar.
  • Monitorar a velocidade do emagrecimento e contar com apoio nutricional para evitar restrições excessivas.
  • Suplementar apenas quando houver deficiência comprovada, sob orientação médica.
  • Procurar o dermatologista diante de queda difusa para confirmar o tipo de alteração e discutir tratamentos.
  • Redobrar cuidados com os fios, evitando calor intenso, químicas agressivas e penteados que tracionem o cabelo.

O que esperar do cabelo

Na maioria dos casos, a queda é temporária e tende a cessar quando o corpo se reequilibra. “A maioria dos casos tende a ser transitória se os fatores desencadeantes forem identificados e tratados”, diz Haddad. Para atravessar o processo com mais segurança, ela recomenda trabalho em equipe: “A melhor estratégia é planejar o tratamento com equipe médica integrada e monitorar exames e sintomas ao longo do processo”.

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