Miúdos & Melodias: Quando os livros falam de nós: a importância da literatura infantojuvenil representativa

Miúdos e Melodias
13:00 03.10.2025
Autor

Miúdos e Melodias

Clube de leitura para pequenos cidadãos
Colunista

Miúdos & Melodias: Quando os livros falam de nós: a importância da literatura infantojuvenil representativa

Histórias que abordam identidade, diversidade e cidadania ajudam crianças e adolescentes a se reconhecerem e a enxergarem o mundo com mais empatia

Avatar Fabiane Pereira
- 03.10.2025 - 13:00
Miúdos & Melodias: Quando os livros falam de nós: a importância da literatura infantojuvenil representativa
Foto: Divulgação.

Ler estimula a criatividade, possibilita o acesso às mais diversas áreas de conhecimento, amplia o vocabulário, fortalece vínculos sociais. É uma atividade que pode ser realizada de forma individual ou coletiva, por meio de clubes de leitura, por exemplo. E também pode ser gratuita, bastando para isso o cadastro em uma biblioteca. Mesmo com tantas vantagens e benefícios, a última pesquisa Retratos da Leitura, do Instituto Pró-Livro, registrou 6,7 milhões de leitores a menos no país. Mas a boa notícia é que o público infantil destoa desse cenário. Mais de 80% das crianças entre 5 e 10 anos participantes da pesquisa declararam gostar de ler livros. O mercado editorial entendeu a tendência e vem investindo no segmento. Várias editoras lançaram selos infantis e, segundo a Nielsen BookData, em 2023 a venda de livros de literatura infantil cresceu 6%.

A literatura infantojuvenil é um território de imaginação, mas também pode ser um poderoso espaço de reconhecimento. Quando as crianças encontram personagens que se parecem com elas, que vivem realidades próximas ou que enfrentam dilemas sociais que fazem parte do cotidiano brasileiro, a leitura deixa de ser apenas fantasia para se tornar também identidade, afeto e cidadania.

Um exemplo marcante é o livro Amoras, de Emicida. Nele, o autor parte de uma frase simples e poética — “porque você é o tamanho do seu sonho” — para falar sobre autoestima, pertencimento e valorização da negritude. Ao lerem ou ouvirem histórias assim, crianças negras descobrem que sua cor, seus cabelos e sua história são fonte de orgulho; e crianças não negras aprendem, desde cedo, a respeitar e a valorizar a diversidade que compõe o Brasil.

Livros representativos ampliam horizontes e criam repertório para que os pequenos se tornem adultos mais críticos, conscientes e empáticos. Mais do que entretenimento, são ferramentas de formação cidadã. Afinal, quando falamos de literatura para crianças e adolescentes, não estamos apenas incentivando o hábito da leitura: estamos ajudando a formar futuros leitores do mundo. Quer uma dica? Sempre que puder, presenteie uma criança com um livro. O futuro agradece.

Veja também:

Siga a Novabrasil nas redes

Google News

Tags relacionadas

Fabiane Pereira Miúdos & Melodias novabrasil Quando os livros falam de nós
< Notícia Anterior

História da música "Avôhai", de Zé Ramalho

03.10.2025 10:41
História da música "Avôhai", de Zé Ramalho
Próxima Notícia >

A 25 de Março vira palco de dragões e tradições no Festival da Lua Chinês

03.10.2025 13:14
A 25 de Março vira palco de dragões e tradições no Festival da Lua Chinês
colunista

Miúdos e Melodias

Suas redes