A letra joga com “cálice” / “cale-se”, denunciando as tentativas de silenciar vozes críticas. A música foi censurada e proibida, mas circulou clandestinamente
É Proibido Proibir (Caetano Veloso, 1968)
Inspirada no slogan do Maio de 68, a música se tornou símbolo da contra-cultura e da repulsa à repressão. Apareceu em festivais de música com forte repercussão política
A Carne (Elza Soares, 2002)
Elza Soares canta: “A carne mais barata do mercado é a carne negra”. A obra denuncia de modo incisivo a desvalorização da população negra no Brasil
Pra Não Dizer que Não Falei das Flores (Vandré, 1968)
Composta por Geraldo Vandré, essa música tornou-se símbolo da resistência à ditadura. O refrão “Vem, vamos embora, que esperar não é saber” ecoou nos protestos estudantis
Diário de um Detento (Racionais MC’s, 1997)
Relato da rebelião no Carandiru e da violência institucional, com letra assinada por Mano Brown e Jocenir. A música denuncia o sistema penal e o racismo estruturado