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Estreia: Ópera CAFÉ no Theatro Municipal de SP
Estreia: Ópera CAFÉ no Theatro Municipal de SP
Aqui, na Novabrasil, não tem nada que a gente admire mais do que artistas que valorizem e celebrem a nossa brasilidade e a riqueza cultural do nosso país. E é isso que Felipe Senna, um dos principais e mais premiados criadores e compositores da atualidade, faz na sua ópera CAFÉ, em cartaz durante a próxima … Continued

Aqui, na Novabrasil, não tem nada que a gente admire mais do que artistas que valorizem e celebrem a nossa brasilidade e a riqueza cultural do nosso país. E é isso que Felipe Senna, um dos principais e mais premiados criadores e compositores da atualidade, faz na sua ópera CAFÉ, em cartaz durante a próxima semana, em um dos mais importantes palcos do Brasil: o Theatro Municipal de São Paulo.
Primeira ópera da carreira de Felipe, CAFÉ é baseada em libreto de Mário de Andrade adaptado por Sérgio de Carvalho e promove um importante diálogo entre a linguagem musical brasileira e a operística. Na obra, música lírica e sinfônica se encontram com gêneros tradicionais brasileiros como o samba de cururuquara, a caiumba, o catira, o jongo e o choro, que surge aqui como “ponto de intersecção sociocultural”.
Além do elenco, do Coral Paulistano e da Orquestra Sinfônica Municipal (OSM), a produção conta com a participação do Balé da Cidade e a colaboração do Coletivo Nacional de Cultura do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST. Duas importantes vozes da música popular brasileira também foram convidadas para integrar o espetáculo e dialogar diretamente com a ópera: a cantora e compositora carioca Juçara Marçal e o cantor, compositor e violonista maranhense Negro Leo.
Entre as 3 primeiras óperas encomendadas pelo Theatro em 111 anos, CAFÉ também celebra o importante legado cultural de Mário de Andrade, justamente no ano do centenário da Semana de Arte Moderna de 1922. O escritor modernista, crítico literário, musicólogo, folclorista e ativista cultural brasileiro foi um dos grandes incentivadores da busca por uma linguagem nacional na produção tida como ‘culta’ (a música de concerto).

Felipe Senna atua há 20 anos no universo teatral – como compositor, diretor musical, regente, arranjador e orquestrador – com produções no Brasil e no exterior. Ele propõe a incorporação de nossas raízes musicais, populares e folclóricas no discurso musical instrumental, promovendo o cruzamento de diferentes linguagens e transcendendo barreiras de gênero, na busca por uma criação contemporânea que dialogue com o público, aproximando-o do universo da música.
O compositor rejeita rótulos como música popular e música erudita. “Estas questões pertencem à academia, que se preocupa em explicar fenômenos, geralmente sob um ponto de vista bastante europeu e histórico. Eu sou um músico, me ocupo do fazer musical. Escrevo para orquestra, câmara, grupo de metais com bateria ou qualquer que seja a formação e minha música só consegue ser brasileira e contemporânea. Como eu. Sobretudo, espero que as pessoas recebam minha música pelo que ela comunica, não pelos termos técnicos que explicam sua construção”.
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Além de Felipe Senna, CAFÉ foi desenvolvida em um processo colaborativo e conta com um time de direção artística de peso: Luís Gustavo Petri, na direção musical e regência; Maíra Ferreira, regente do Coral Paulistano; Sérgio de Carvalho, direção cênica, concepção e adaptação do libreto; Maria Lívia Goes, co-direção cênica, dramaturgia e pesquisa e João Malatian, na assistência de direção.
A ópera CAFÉ acontece nos próximos dias 3, 4 e 6 de maio, terça, quarta e quinta-feira, às 20h, e também no fim de semana, dias 7 e 8 de maio, às 17h. Os ingressos vão de R$ 10,00 a R$ 120,00.
E nós deixamos aqui o nosso manifesto: “Por um Brasil com mais Felipes Senna”: artistas e consumidores de arte que valorizem os elementos tão ricos da nossa própria cultura brasileira!

