Música na Justiça: TST cita Gonzaguinha e Beto Guedes em decisões

Luciano Borborema
14:27 17.09.2025
Música

Música na Justiça: TST cita Gonzaguinha e Beto Guedes em decisões

Ministros recorreram a trechos de canções para dar dimensão humana a conflitos trabalhistas e sociais

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- 17.09.2025 - 14:27
Música na Justiça: TST cita Gonzaguinha e Beto Guedes em decisões
Gonzaguinha Foto: Divulgação.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) tem recorrido à música brasileira como recurso simbólico em decisões recentes, buscando transmitir aspectos subjetivos dos litígios que a linguagem jurídica, por si só, não alcança.

A ministra Maria Helena Mallmann, por exemplo, citou versos de “Um Homem Também Chora (Guerreiro Menino)”, de Gonzaguinha, para evidenciar o impacto humano de uma dispensa discriminatória por idade após décadas de dedicação de um bancário à mesma instituição. A faixa foi gravada por outros artistas da MPB. Na Novabrasil você costuma ouvir na programação musical da rádio a versão do Fagner.

“Um homem se humilha

Se castram seu sonho

Seu sonho é sua vida

E a vida é o trabalho

E sem o seu trabalho

Um homem não tem honra

E sem a sua honra

Se morre, se mata.”

Veja também:

Ouça abaixo a música inteira:

Em outro julgamento, o ministro Fabrício Gonçalves mencionou a canção “Lágrima de Amor”, interpretada por Beto Guedes, ao analisar a indenização de familiares de uma das vítimas da tragédia de Brumadinho. O trecho reforçou o luto coletivo vivido pelas famílias diante da devastação causada pelo rompimento da barragem.

“Luz e drama

O rio que passou agora é lama

Lágrima de amor

Que nenhum de nós jamais chorou.”

Relembre aqui a canção de Beto Guedes:

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O trecho destacado confronta o país real com fingimentos e monumentos vazios — “Uma coisa é um país, outra, um fingimento… Uma coisa é um país, outra o aviltamento” — para denunciar a discrepância entre discurso e ações, e acusar que práticas antidemocráticas foram erguidas sob justificativas espúrias. Saiba mais aqui.

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