Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar
“O mar é só mar, desprovido de apegos, matando-se e recuperando-se, correndo como um touro azul por sua própria sombra, e arremetendo com bravura contra ninguém, e sendo depois a pura sombra de si mesmo, por si mesmo vencido. É o seu grande exercício”
“Mar que ouvi sempre cantar murmúrios Na doce queixa das elegias,Como se fosses, nas tardes frias De tons purpúreos, A voz de minhas melancolias"
“No fundo do mar há brancos pavores, Onde as plantas são animais E os animais são flores. Mundo silencioso que não atinge A agitação das ondas
Esse embalo das ondas Das ondas do mar Não é um embalo Para te ninar… O mar é embalado Pelos afogados! O canto do vento Do vento no mar Não é um canto Para te ninar…