7 Livros da literatura brasileira que viraram filmes e séries

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Vidas Secas - Graciliano Ramos

Filme: “Vidas Secas” (1963), direção de Nelson Pereira dos Santos.  O retrato da miséria nordestina ganha força no cinema com a história de Fabiano, Sinhá Vitória, seus filhos e a cadela Baleia, em busca de sobrevivência sob a seca impiedosa. Uma narrativa marcada pelo silêncio, pela fome e pela desumanização

O Auto da Compadecida — Ariano Suassuna

Minissérie/Filme: “O Auto da Compadecida” (1999–2000), direção de Guel Arraes. A esperteza de João Grilo e a covardia de Chicó conduzem um enredo irreverente, em que fé, justiça e humor se misturam em pleno sertão nordestino. A adaptação virou clássico da TV brasileira, com um elenco carismático e linguagem popular

Capitães da Areia — Jorge Amado

Filme: “Capitães da Areia” (2011), direção de Cecília Amado. Meninos de rua formam uma irmandade marginalizada em Salvador, lidando com abandono, amizade e violência. A história é um retrato sensível e revoltado da infância esquecida pelo poder público e resgatada pela literatura

Dom Casmurro — Machado de Assis

Adaptações: “Capitu” (2008, minissérie); “Dom” (2003, filme). Bentinho revisita seu passado marcado por ciúmes e suspeitas, questionando a fidelidade de Capitu. A dúvida que atravessa o romance ganha releituras estéticas distintas, ora clássicas, ora modernas, que exploram a complexidade dos sentimentos e da memória

A Hora da Estrela — Clarice Lispector

Filme: “A Hora da Estrela” (1985), direção de Suzana Amaral. Macabéa é uma jovem nordestina perdida entre o anonimato e o sonho em um Rio de Janeiro indiferente. A adaptação traduz com sutileza a fragilidade da existência e a ironia da narrativa da própria autora sobre a invisibilidade social

Filme: “As Meninas” (1996), direção de Emiliano Ribeiro.Três universitárias dividem um quarto em meio à repressão da ditadura militar. Seus dramas existenciais, afetivos e políticos se entrelaçam numa narrativa íntima, que dá voz à mulher jovem e às angústias de uma geração em ebulição

As Meninas — Lygia Fagundes Telles

Série: “Bom Dia, Verônica” (2020–2024), Netflix. Ao investigar casos de abuso, a escrivã Verônica descobre uma teia de violência misógina e corrupção. A série, baseada no thriller de suspense, conquistou audiência ao unir crítica social, tensão psicológica e protagonismo feminino

Bom Dia, Verônica — Ilana Casoy e Raphael Montes

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